Acidente Voepass: PF aponta gelo e falhas operacionais como causa da queda | aRede
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Acidente Voepass: PF aponta gelo e falhas operacionais como causa da queda

Laudo com resultado da investigação será apresentado nesta quinta-feira (6). Acidente aéreo no interior paulista resultou em 62 mortes

A investigação afirma ainda que houve uma irregularidade no despacho da aeronave
A investigação afirma ainda que houve uma irregularidade no despacho da aeronave -

Publicado Por Milena Batista

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A investigação da Polícia Federal (PF) sobre o acidente com o avião da Voepass, que deixou 62 mortos em Vinhedo (SP), em agosto de 2024, concluiu que a queda da aeronave foi causada pelo acúmulo de gelo e por falhas nos procedimentos adotados pela tripulação.

Conforme o Metrópoles, o laudo pericial, apresentado nesta quinta-feira (6), possui cerca de 200 páginas e reúne análises técnicas realizadas durante a investigação, incluindo exames no local do acidente, dados meteorológicos, registros das caixas-pretas do voo PTB-2283, computadores de bordo e imagens feitas por testemunhas.

Segundo a PF, o voo ocorreu em condições meteorológicas adversas, com presença de uma frente fria, alta umidade e formação intensa de gelo. Apesar de a aeronave contar com sistemas de proteção contra congelamento, os equipamentos apresentaram falhas no dia do acidente e também em voos anteriores.

A investigação aponta que a operação deveria ter sido interrompida diante da indisponibilidade do sistema de degelo. Conforme o documento, diferentes tripulações não seguiram uma orientação técnica relacionada à reinicialização do equipamento.

No entanto, os peritos destacaram que não é possível afirmar se o funcionamento adequado do sistema seria suficiente para evitar o acidente.

O laudo também aponta que a tripulação não teria realizado, de forma adequada e no tempo previsto, os procedimentos indicados diante dos alertas recebidos durante o voo. Segundo a PF, os pilotos mantiveram a atenção voltada para atividades de cabine, comunicação com o despacho em Guarulhos e preparação para a aproximação e o pouso.

A investigação afirma ainda que houve uma irregularidade no despacho da aeronave. O voo operou com os limpadores de para-brisa inoperantes, mesmo com previsão de chuva no destino, situação que, segundo a Lista de Equipamentos Mínimos (MEL), deveria ter impedido a decolagem. A PF ressalta, porém, que essa falha não teve relação direta com a queda.

Na conclusão do documento, a Polícia Federal afirma que o acidente ocorreu devido à perda de controle em voo provocada pelo acúmulo de gelo na aeronave, pela falha no sistema pneumático de degelo e pela não execução adequada e tempestiva dos procedimentos previstos.

Acidente da Voepass

O acidente aconteceu no dia 9 de agosto de 2024, quando o voo PTB-2283, operado pela Voepass, saiu do Aeroporto Coronel Adalberto Mendes da Silva, em Cascavel (PR), com destino ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

A aeronave era comandada pelo piloto Danilo Romano, de 35 anos, e pelo copiloto Humberto de Campos Alencar e Silva, de 61 anos. Também faziam parte da tripulação as comissárias Debora Soper Avila, de 28 anos, e Rubia Silva de Lima, de 41 anos.

O avião caiu no condomínio Residencial Recanto Florido, em Vinhedo, no interior paulista, após iniciar uma perda repentina de altitude. Todas as 62 pessoas a bordo — 58 passageiros e quatro tripulantes — morreram. Não houve vítimas em solo.

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