Museu resguarda história do Tropeirismo em Castro

Uma grande parte do tropeirismo e da história de Castro se encontra documentada no Museu do Tropeiro da cidade. Desde 1977, a população de todo o país tem a chance de conferir todos os detalhes da história castrense através do acervo do museu, que conta com inúmeras peças. Em busca de uma maior valorização de toda a história que o Museu abriga, foi realizado recentemente o Projeto de Documentação Museológica, onde todas as peças foram catalogadas pelos funcionários.
Coordenadora do Museu desde 1992, Amélia Podolan Flügel conta que esse projeto só obteve êxito graças ao empenho e comprometimento de toda e equipe do Museu. “O grupo de servidores e estagiários envolvidos participou de todas as etapas preparatórias de planejamento e treinamento técnico até a execução do trabalho”, explica.
No entanto, realizar todo esse trabalho de documentação deu trabalho. Primeiramente, foi feito um levantamento quantitativo das peças e depois cada item do acervo foi catalogada, com preenchimento de uma ficha individual com fotografia e informações diversas. No total, foram 2.565 peças catalogadas, sendo que 2.494 foram tombadas e 71 foram registradas como comodato, o que significa que foram emprestadas a longo prazo.
Dentre as peças que se encontram no Museu, estão os itens relacionados ao transporte no século XIX e início do XX. “São estribos, selas, arreios, chicotes, esporas, canastras, entre outros itens que nos levam a considerar a herança cultural que o tropeirismo deixou em nossa região. Estes itens são abundantes, porque faziam parte do cotidiano dos sítios e das fazendas até serem doados ao Museu”, relata a coordenadora. Ela também chama a atenção às peças domésticas expostas na Casa de Sinhara, seccional do Museu.
Embora não tenha sido um trabalho fácil, a documentação serviu para valorizar ainda mais o patrimônio cultural do munícipio. “O acervo do Museu do Tropeiro é composto de peças originais, que trazem em si um recorte de tempo, uma relação com quem as usou, as marcas deixar, enfim, cada peça tem uma história única”, reflete Amélia.
Desde o ano passado, quando o Museu do Tropeiro começou a passar por uma reforma, a sede atual do Museu se localiza na Praça Sant’Ana, n° 51 (Casa Mariinha Macedo) e a Casa de Sinhara também fica na Praça San’Tana, nº 10 (Casa da Praça). Ambos os locais ficam abertos ao público para visitação de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h e nos finais de semana das 9h às 13h. Para os interessados em agendar visitas, o contato deve ser feito através do telefone (42) 2122-5534 ou pelo e-mail museudotropeirocastro@hotmail.com.
Museu conta com uma nova seção arqueológica
Uma nova sala foi instalada no Museu, com a seção de Arqueologia. Os artefatos que compõe o acervo foram analisados e identificados pelo arqueólogo Igor Chmyz, referência nacional na área. “A avaliação dos itens permitiu uma nova expografia deste acervo arqueológico, complementado por um painel informativo com a história da ocupação humana no Paraná”, explica Amélia. A coordenadora acredita que todo o resgate histórico que o Museu possibilita é de grande importância. “Este trabalho é essencial para o desenvolvimento de novas exposições, atividades de pesquisa, ações educativas para estudantes e atendimento à comunidade em geral”, finaliza.
Informações do Jornal da Manhã.





















