Campos Gerais registra aumento de casos de vírus respiratórios
Boletim aponta hospitalizações e alerta para maior impacto em crianças menores de 6 anos

Com a chegada dos meses mais frios, cresce a preocupação em Ponta Grossa e nos Campos Gerais com a circulação de vírus respiratórios. Dados do mais recente Informe Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (SESA), referente à 13ª Semana Epidemiológica de 2026, mostram aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na região.
Em Ponta Grossa, o levantamento aponta 29 hospitalizações por SRAG causadas "por outros vírus respiratórios" neste ano. Também foram registrados três internamentos por Influenza A (não subtipado) e um caso de Influenza B. Segundo a Secretaria de Saúde de Ponta Grossa, o município também registrou 39 confirmações de Covid-19 entre janeiro e abril de 2026.
Segundo o presidente da Associação Médica de Ponta Grossa, Mário Montemor, a categoria de “outros vírus respiratórios” inclui agentes como Rinovírus e Vírus Sincicial Respiratório, que afetam principalmente crianças.

No recorte regional da 3ª Regional de Saúde, os números chegam a 78 internações graves por outros vírus respiratórios, além de sete casos de Influenza A (H3 sazonal), oito casos de Influenza A não subtipado com um óbito e 12 hospitalizações por Covid-19. O boletim estadual também aponta que os casos de SRAG atingem principalmente crianças com menos de seis anos.
Para Montemor, o acompanhamento dos dados é essencial para a prevenção. Ele também cita o projeto Masterplan Saúde Campos Gerais 2050, que propõe a criação de um centro de monitoramento epidemiológico com uso de inteligência artificial para prever surtos e melhorar o atendimento hospitalar. Até lá, segundo ele, a principal ferramenta segue sendo a prevenção.
Entre as recomendações destacadas estão a vacinação anual contra a gripe e a Covid-19, higienização frequente das mãos, uso de álcool 70%, ambientes ventilados e evitar aglomerações, principalmente em caso de sintomas.
A Prefeitura de Ponta Grossa informou que monitora constantemente os atendimentos de pacientes com sintomas gripais em unidades de saúde, UPAs e no Centro de Atendimento à Criança (CAC 24h). Segundo o município, casos de gripe e Influenza não são de notificação obrigatória, exceto em situações específicas, como surtos ou novos vírus.
Mesmo sem notificações formais, a Secretaria Municipal de Saúde afirma que os registros internos indicam cenário semelhante ao de anos anteriores. Em nível nacional, a vigilância da Influenza ocorre por meio da vigilância sentinela de síndrome gripal e da vigilância de SRAG, que reúne dados de internações e óbitos.
Ações de conscientização
A Secretaria Municipal de Saúde realiza orientações em unidades de saúde e eventos, com foco na identificação de sintomas como febre, tosse, dor de garganta, dor no corpo, dor de cabeça, cansaço e coriza.
As medidas preventivas incluem vacinação, higienização das mãos, etiqueta respiratória e manutenção de ambientes ventilados. O município conta com 26 salas de vacinação, incluindo três com atendimento estendido até às 21h (nas UBS ao lado dos terminais de transporte coletivo nos bairros).
Entre os sinais de alerta para busca de atendimento estão febre persistente, falta de ar, piora dos sintomas e dificuldade de alimentação em crianças.





















