Suspeito de estuprar e matar freira em Ivaí havia saído da prisão dois meses antes
Homem que confessou ter matado a freira Nadia Gavanski, de 82 anos, disse ter recebido ordem de "vozes" para assassinar alguém; polícia o indiciou por quatro crimes

O homem suspeito de estuprar e matar a freira Nadia Gavanski, de 82 anos, em Ivaí, nos Campos Gerais do Paraná, havia deixado a prisão cerca de dois meses antes do crime. A religiosa foi morta dentro de um convento no último dia 21, e o suspeito foi detido logo após o crime.
De acordo com o delegado Hugo Santos Fonseca, responsável pela investigação, o homem havia sido preso no dia 28 de dezembro do ano passado pelo crime de furto. Ele permaneceu preso durante dois dias. A liberdade foi concedida no dia 30 daquele mês.
A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte da freira nesta sexta-feira (27) e o indiciou por quatro crimes: homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada. A identidade dele não foi revelada.
Segundo a corporação, o crime foi caracterizado por “extrema violência física e sexual”. Se condenado por todos os crimes, o investigado pode enfrentar mais de 50 anos de reclusão em regime fechado. Ele continua preso enquanto aguarda o julgamento.
O delegado afirmou que o indiciamento por homicídio qualificado considera o “emprego de meio que dificultou a defesa da vítima e o fato de ela ser maior de 60 anos e possuir deficiência”.
As provas reunidas no inquérito incluem imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue encontrado nas roupas do investigado. Segundo a apuração, a vítima tinha limitações motoras e de fala em decorrência de um AVC anterior.
FREIRA FOI MORTA DENTRO DE CONVENTO
A freira Nadia Gavanski foi assassinada pelo suspeito no Convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada, após ele pular o muro e invadir o local perto do meio-dia. Uma das irmãs do convento contou que, depois do almoço, a freira costumava ir até o local onde o crime aconteceu para alimentar galinhas.
Uma testemunha que estava no convento gravou um vídeo conversando com o suspeito logo após o crime. Ele foi identificado pela polícia por meio das imagens registradas por ela e preso em casa, após agredir policiais militares.
Em depoimento à polícia, ele afirmou que estava sob efeito de drogas no momento do crime e que “vozes” ordenaram que ele matasse alguém.
Com informações da Banda B, parceira do Portal aRede





















