Soja e leite geram R$ 10,39 bi em riquezas na região

Valor corresponde a quase 42% de todo o VBP regional. Soja movimentou R$ 8,12 bilhões, enquanto que o leite alcançou R$ 2,26 bi

O leite foi o produto da pecuária que mais gerou riquezas na região em 2021
O leite foi o produto da pecuária que mais gerou riquezas na região em 2021 -

Fernando Rogala

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Valor corresponde a quase 42% de todo o VBP regional. Soja movimentou R$ 8,12 bilhões, enquanto que o leite alcançou R$ 2,26 bi

A soja e o leite são os principais produtos do agronegócio da região dos Campos Gerais. Somados os Valores Brutos de Produção (VBP) contabilizados por eles nos 31 municípios da região, o total alcançou R$ 10,39 bilhões em 2021. Esse valor corresponde a 41,8% do total produzido nos campos da região no acumulado do ano passado, que totalizou R$ 24,85 bilhões. Somados, também, outros dois importantes cultivos da região, o milho e o fumo, com ambos superando R$ 1 bilhão em VBP, esses quatro setores corresponderam a mais da metade do Valor Bruto de Produção regional.

Somente a soja foi responsável por R$ 8,12 bilhões produzidos na região, ou seja, quase um terço de todo o VBP regional. O grão foi o produto responsável pelo maior VBP em 25 dos 31 municípios, sendo que em quatro desses seis, foi o segundo principal produto. As líderes em produção de soja são Tibagi (R$ 981 milhões), Ponta Grossa (R$ 707,6 mi), Castro (R$ 627,3 mi), Palmeira (R$ 513,5 mi), Piraí do Sul (R$ 363,6 mi) e Teixeira Soares (R$ 350,9 mi).

Os únicos municípios que não tem a soja como líder são Castro e Carambeí, onde o leite é o principal produto; Guamiranga e São João do Triunfo, onde o fumo é a maior fonte de riquezas; e Inácio Martins e Telêmaco Borba, onde o setor madeireiro é mais forte.  Em Inácio Martins, a erva mate é o segundo maior gerador de riquezas, deixando a soja na terceira posição; ao passo que em Telêmaco Borba, o setor madeireiro domina as três primeiras posições (primeiro em tora para papel e celulose; depois em tora de pinus para serraria; e em 3º tora de eucalipto para serraria), enquanto que mudas de pinus ocupam a quarta colocação, e a soja aparece em quinto.

Leite

O leite gerou a movimentação de R$ 808,1 milhões somente em Castro, líder regional e nacional na produção, com 388,5 milhões de litros ordenados na cidade em 2021. Ela foi seguida por Carambeí, com R$ 491,2 milhões gerados pelo ramo leiteiro. Depois, aparecem outros dois municípios sedes de cooperativas: Arapoti (Capal), onde a produção alcançou R$ 214,8 milhões, e Palmeira (Witmarsum), com R$ 144,4 milhões. Outros municípios de destaque, em ordem do VBP, foram Teixeira Soares (R$ 62,9 milhões), Tibagi (R$ 61,1 mi), Piraí do Sul (R$ 54,1 mi), Prudentópolis (R$ 52,1 mi), Irati (R$ 42,7 mi) e Ponta Grossa (R$ 38,7 mi). Dos 31 municípios, em 26 o VBP do leite foi superior a R$ 10 milhões – apenas em Telêmaco Borba, Imbaú e São João do Triunfo esse valor foi inferior a R$ 1 milhão. O VBP do leite regional alcançou R$ 2,26 bilhões em 2021.

Outros produtos agrícolas

Como segundo principal produto dos municípios da região, em sete cidades aparece a soja e em outras sete se destaca o fumo. O milho aparece, ainda, em outras sete cidades como o terceiro principal produto do agro, enquanto que o fumo aparece em outros três na terceira posição. Em São João do Triunfo, o fumo gerou R$ 223,4 milhões em riquezas, valor quase o quadruplo da soja (R$ 61,6 milhões), ao passo que em Rio Azul o fumo gerou R$ 176,8 milhões, valor próximo da soja (R$ 190,8 milhões). O feijão foi o segundo principal produto em Irati (R$ 154 milhões) e em Prudentópolis (R$ 149 milhões), enquanto o trigo foi o segundo em Ponta Grossa e o terceiro em Tibagi e Ventania. A silagem de milho e/ou sorgo foi o terceiro principal produto em cinco cidades.

Pecuária e silvicultura

O frango de corte apareceu no ranking das três principais atividades de quatro municípios da região, sendo 2º em Piraí do Sul (R$ 287,4 mi) e em Fernandes Pinheiro; e 3º em Palmeira e em Ponta Grossa). Já o suíno de corte foi a segunda principal atividade em Jaguariaíva (R$ 93,2 mi) e a terceira em Piraí do Sul (R$ 252,6 mi), Arapoti (R$ 148,7 mi), Ipiranga e Guamiranga; e quarto em Castro (R$ 399,9 milhões).  A madeira para celulose foi o principal produto de Telêmaco Borba (R$ 225,3 mi) e segundo em Reserva. Madeira em tora para laminadora foi o principal produto em Inácio Martins (R$ 153,5 mi); madeira em tora para processo foi o segundo principal produto em Imbaú; e madeira para processo foi o segundo principal produto em Sengés. Já a madeira para papel e celulose foram o terceiro produto em Imbaú, Ortigueira e Sengés; e a madeira para tora em serraria foi o terceiro em Telêmaco Borba e em Paulo Frontin.