PPS: 'Se acolher Dilma, Câmara terá de se desculpar com Collor'
Para Arnaldo Jordy, a defesa feita por Cardozo na sessão que discute o impeachment foi limitada e se reduziu ao embate político, sem fundamentação jurídica.

“Se acolher os argumentos de Cardozo, Câmara terá de pedir desculpas, de joelhos, a Collor”, disse, nesta sexta-feira (15) o deputado Arnaldo Jordy (PA), vice-líder do PPS, ao se referir à defesa feita pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, de que o impeachment é um ato “nulo”, uma vingança política.
O ministro disse também que a presidente não cometeu nenhum crime de irresponsabilidade e que o dinheiro liberado pelos decretos não foi usado.
Para Jordy, a defesa feita por Cardozo na sessão que discute o impeachment foi limitada e se reduziu ao embate político, sem fundamentação jurídica.
“O impeachment de Dilma se impõe, diante da reincidência em um crime que é claramente previsto na Constituição ( art. 85). Por menos que isso, este Congresso Nacional cassou o mandato de Collor, que cometeu crime de responsabilidade e foi corretamente afastado. Se fôssemos acolher esses argumentos falhos da defesa de Dilma, teríamos que pedir perdão, de joelhos, ao ex-presidente”, afirmou.
Efeitos “desastrosos”
Jordy classificou ainda a explanação do jurista Miguel Reale Junior, um dos autores do pedido de impeachment, de pedagógica ao mostrar os crimes cometidos pela presidente da República Dilma Rousseff e os efeitos “desastrosos” que as irregularidades produziram na economia do país.
Segundo o parlamentar, Reale rebateu os argumentos de Cardozo de que as pedaladas fiscais são “corriqueiras” e que foram usadas por todos outros presidentes da República e governadores que antecederam as gestões do PT.
“O jurista foi de uma clareza pedagógica e citou todas as transgressões à Constituição Federal. Foi importante ele dizer que as pedaladas são crimes contra a pátria”, finalizou Arnaldo Jordy.
Informações da assessoria de imprensa





















