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Site recebe doações anônimas para assassinar políticos

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Gabriel Sartini

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É sinistro e totalmente anônimo. Este site foi descoberto no início do mês, mas só na semana passada é que se conheceu com detalhe o seu objetivo último: o financiamento público de assassinatos políticos. O ‘Assassination Market’ (mercado dos assassinatos) está hospedado na chamada dark net – a zona invisível da Internet – e encoraja as pessoas a contribuírem com dinheiro para um fundo em nome de um dos alvos. Até agora, há seis nomes com a cabeça a prêmio.

O funcionamento é simples: o site apresenta uma lista de alvos; os visitantes oferecem dinheiro para aumentar o valor do prêmio do alvo que acham que deve morrer – e, assim, tornam mais aliciante a tarefa de potenciais assassinos, que receberão como prêmio a verba do alvo que matarem. Para provar a autoria, há regras: antes do atentado, o assassino deve escrever um documento informando a hora e o dia em que vai cometer o crime, encriptá-lo e transformá-lo numa única linha de caracteres. Depois, faz uma doação no nome do seu alvo e insere essa linha na transferência. Após cometer o crime, o autor deve enviar esse texto ao administrador do site, que verificará se ele corresponde à linha de caracteres enviada anteriormente. Feita a confirmação, o assassino receberá o valor do alvo estabelecido pelo site – menos 1%, que faz parte da comissão cobrada pelo site.

Seis nomes já constam na lista. O presidente dos Estados Unidos Barack Obama já vale mais de 20 mil euros. Além dele, estão Bem Bernanke, diretor da Reserva Federal norte-americana; Keith Alexander, diretor da Agência de Segurança Nacional do EUA; James Clapper, diretor da National Intelligence e conselheiro de inteligência de Obama; François Hollande, presidente da França; e Jyrki Katainen, primeiro-ministro da Finlândia.

O ‘Assassination Market’ foi criado há quatro meses por alguém que se identifica com o pseudônimo Kuwabatake Sanjuro, o nome do samurai do filme ‘Yojimbo’, do diretor Akira Kurosawa. Foi ele quem encaminhou um e-mail encriptado para a revista ‘Forbes’ explicando o funcionamento do site. Ele diz que, para garantir a segurança e o anonimato dos doadores, as transferências são feitas em bitcoins, a moeda virtual praticamente não detectável e por isso associada com frequência a atividades ilegais online.

Criada para garantir o anonimato e a liberdade de expressão, a dark net serve também para ocultar diversas atividades ilegais e que não está acessível aos usuários comuns.

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