Setor produtivo quer apoio na comercialização do feijão
Presidente da Ocepar enviou um ofício ao Ministério da Agricultura, solicitando apoio para o setor

A produção de feijão sofreu uma quebra na região dos Campos Gerais nesta primeira safra. Conforme levantamento do núcleo regional do Departamento de Economia Rural, a produção teve uma redução superior a 20% nos 18 municípios abrangidos. Isso ocorreu porque o clima não foi nada favorável, com o excesso de chuvas na época da colheita, que fez com que o feijão começasse a brotar no pé. Em função da redução de produção, observada em todo o Estado, o ritmo da comercialização da nova safra do grão do Paraná está lento, causando um transtorno aos produtores rurais.
Diante do cenário, as cooperativas do Estado solicitaram apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para que sejam alocados recursos ao Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) para o nordeste brasileiro e, ainda, para financiar a estocagem de feijão carioca. Um ofício com a demanda foi enviado ao secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller, onde o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, destaca que as condições climáticas desfavoráveis comprometeram, também, a qualidade do grão novo, o mais procurado pelas indústrias de empacotamento. “A consequência é o baixo interesse dos agentes do mercado em adquirir o produto ofertado”, informou.
Os produtores mais afetados pelos preços baixos são os que produziram o feijão carioca. “Na entrega do grão há deságio por qualidade e existem relatos de grãos sendo comercializados a R$ 80,00 por saca de 60 quilos, o que não remunera os custos do produtor e fica abaixo do preço mínimo de comercialização”, acrescenta Ricken.
Gustavo Ribas Netto, presidente do Sindicato Rural de Ponta Grossa, alega que, em casos extremos, o preço oferecido na saca de 60 quilos chegou a R$ 20 ou R$ 30. “Tivemos produtores que tiveram a perda total da produção”, acrescenta. Por esse motivo, ele argumenta que essa cobrança do setor é importantíssima. “A atual conjuntura de políticas agrícolas do Brasil é complicada. Mostra, cada vez mais, o descaso do governo com o produtor”, conclui.
Região é a maior produtora do Paraná
Mesmo com a redução de produção em pouco mais de 20%, a região dos Campos Gerais é a que mais produziu nesta primeira safra. Nos 49 mil hectares plantados, foram extraídos do campo 75,5 mil toneladas. Isso corresponde a 25%, ou seja, um quarto de toda a produção Estadual, que foi de 307 mil toneladas. O rendimento esperado, superior a 2 mil quilos por hectare, ficou em 1.617. No ano passado, nesta primeira safra, a produtividade atingiu 2.031 quilos por hectare





















