Com R$ 20,5 bilhões, região de PG garante 3º lugar no VBP do Paraná
Puxada por Castro e Carambeí no ranking dos cinco maiores municípios do estado, região garante a terceira posição na renda da agropecuária paranaense em ano recorde

A Regional de Ponta Grossa alcançou R$ 20,51 bilhões em Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em 2025. O montante representa 9,62% de toda a renda gerada pelo setor no estado e coloca os 20 municípios da região na terceira posição do ranking estadual. A região ficou atrás apenas da Regional Matelândia, que liderou o indicador estadual com R$ 48,25 bilhões (22,64% do total), e da Regional Pato Branco, composta por 42 municípios, que atingiu R$ 27,46 bilhões (12,89%).
O bom desempenho dos Campos Gerais impulsionou o resultado histórico do Paraná, que atingiu o recorde de R$ 213,06 bilhões em 2025. O índice representa um crescimento nominal de 13% em relação aos R$ 188,3 bilhões registrados em 2024, o que significa uma expansão real de 9% quando descontada a inflação.
As cidades da Regional de Ponta Grossa tiveram papel decisivo na composição do topo do ranking estadual. O município de Castro garantiu a terceira colocação geral do Paraná, gerando R$ 4,05 bilhões em VBP. Já Carambeí ocupou a quinta posição, com R$ 2,55 bilhões. Ambas as cidades figuram no seleto grupo de nove municípios paranaenses que superaram a marca de R$ 2 bilhões de faturamento no campo, ao lado de Toledo, Cascavel, Santa Helena, Guarapuava, Marechal Cândido Rondon, Dois Vizinhos e Assis Chateaubriand.
No total do estado, 45 municípios ultrapassaram o patamar de R$ 1 bilhão em VBP. Embora representem aproximadamente 11% das cidades paranaenses, elas concentraram 35,4% de toda a renda bruta gerada pela agropecuária.
A liderança geral entre os municípios ficou com Toledo, que movimentou R$ 5,16 bilhões (2,42% do total estadual), seguido por Cascavel, com R$ 4,25 bilhões. As demais regionais do Sistema FAEP também registraram cifras bilionárias, como Campo Mourão (R$ 18,82 bilhões), Maringá (R$ 17,87 bilhões), Londrina (R$ 16,53 bilhões), Umuarama (R$ 14,64 bilhões), Santo Antônio da Platina (R$ 13,80 bilhões), Irati (R$ 13,63 bilhões), Guarapuava (R$ 13,15 bilhões) e Curitiba (R$ 8,42 bilhões).
O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, destacou que as diferentes condições edafoclimáticas do Paraná, compostas por uma ampla diversidade de solos, clima, índices pluviométricos e altitude, permitem o desenvolvimento de uma vasta gama de culturas e atividades agropecuárias. Na análise por setores estaduais, a pecuária liderou a geração de renda com R$ 111,7 bilhões (53% do VBP), apresentando alta nominal de 14% e avanço real de 10%, impulsionada pela valorização e ampliação de abates de aves, bovinos, suínos e pescados. A agricultura respondeu por R$ 91,2 bilhões (43% do total), impulsionada pela recuperação dos grãos, enquanto a fruticultura movimentou R$ 4,3 bilhões e as hortaliças somaram R$ 5,2 bilhões.
No detalhamento das principais atividades do estado, a soja da primeira safra permaneceu como o principal produto da agropecuária paranaense, alcançando R$ 41,95 bilhões (19,69% do total). O frango de corte ocupou a segunda posição, com R$ 34,58 bilhões (16,23%), seguido pelo milho da segunda safra, com R$ 16,12 bilhões (7,57%), pelo leite, com R$ 12,75 bilhões, e pelos suínos para corte, com R$ 9,46 bilhões. Juntas, essas cinco cadeias produtivas foram responsáveis por aproximadamente 54% de toda a renda bruta gerada pelo campo paranaense no período.
O levantamento completo do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), reuniu ao todo 347 produtos e atividades agropecuárias em 399 municípios. As informações são da Assessoria de Imprensa.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Ponta Grossa no Top 3: A Regional de Ponta Grossa movimentou R$ 20,51 bilhões em 2025, garantindo o terceiro lugar do VBP estadual, impulsionada por destaques municipais como Castro (3º lugar) e Carambeí (5º lugar).
- Recorde estadual: O VBP do Paraná atingiu a marca inédita de R$ 213,06 bilhões em 2025, com a liderança da Regional de Matelândia (Oeste), que somou R$ 48,25 bilhões.
- Força da pecuária e dos grãos: A pecuária respondeu por 53% da renda do campo no estado (R$ 111,7 bilhões), enquanto a soja de 1ª safra e o frango de corte continuam como os dois produtos de maior valor financeiro gerado.





















