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Cevada ganha espaço e vira opção de renda no Norte do Paraná

Projeto-piloto leva o cultivo do cereal às regionais de Arapongas e Rolândia, buscando diversificar a produção de inverno e garantir palhada de qualidade para o solo

Cultivo é testado como alternativa de renda e cobertura de solo no Norte do Paraná
Cultivo é testado como alternativa de renda e cobertura de solo no Norte do Paraná -

Publicado por Eduarda Gomes

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A cevada está expandindo suas fronteiras na área de atuação da Integrada Cooperativa Agroindustrial. Após registrar resultados positivos na região de Mauá da Serra, o cereal começou a ser testado na Regional Arapongas por meio de um projeto-piloto que envolve produtores de Arapongas e Rolândia, no Norte do estado.

Entre os agricultores que aderiram à iniciativa está a família Cocatto, do município de Rolândia. Tradicionalmente voltados ao cultivo de trigo e milho, Raul Cocatto e seus irmãos, João Marcelo e Gilberto Cocatto, reservaram 32 hectares dos 560 hectares totais da propriedade para a implantação da cevada.

A escolha por integrar o projeto ocorreu após orientação da assistência técnica da cooperativa. Segundo Raul Cocatto, o cultivo representa uma oportunidade para diversificar a produção no inverno, gerar renda e formar palhada para o solo. "A cevada, além de proporcionar uma boa palhada, também pode trazer um retorno financeiro. É uma nova opção para a propriedade, e eu acredito que vai dar certo", destacou o produtor. Segundo ele, a lavoura apresenta bom desenvolvimento e a colheita deve ocorrer nos próximos dias. "Ainda estou conhecendo a cultura, mas, pelo que estamos acompanhando, a expectativa é de uma colheita muito satisfatória", apontou.

ADAPTAÇÃO DO CEREAL NA REGIÃO

Na Regional Arapongas, o projeto-piloto abrange uma área total de 290 hectares. Além da família Cocatto, participam da experiência os cooperados Alceu José Ambrosio e Mauro César Tribulato.

De acordo com o engenheiro-agrônomo da regional, Rodrigo Ambrosio, a meta é analisar o comportamento da cevada em uma localidade com características geográficas e climáticas distintas das regiões onde o plantio já é consolidado. "É um projeto-piloto e estamos com grande expectativa para acompanhar os resultados. Temos buscado informações com o time da Regional Mauá da Serra, que já planta cevada há mais de três anos. A partir dos resultados de lá, decidimos experimentar a cultura aqui", pontua o agrônomo.

Paralelamente às lavouras comerciais, a Integrada conduz ensaios de cultivares para identificar quais variedades performam melhor nas condições locais. A projeção inicial é atingir um rendimento de pelo menos 62 sacas por hectare, a depender do clima.

Rodrigo ressalta que, por ser uma cultura nova na região, a adaptação segue em monitoramento. "O inverno costuma ser mais seco, com menor volume de chuvas na época da colheita, o que pode contribuir para a obtenção de grãos de melhor qualidade e para a manutenção de bons níveis de produtividade", explica.

O potencial de expansão da cultura é evidenciado pelo histórico da cooperativa em Mauá da Serra. Iniciado em 2022 em parceria com a Cooperativa Agrária Agroindustrial, o projeto começou em apenas cinco hectares no município de Marilândia do Sul. Atualmente, a área cultivada na região alcança cerca de 5 mil hectares e engloba 48 produtores.

DA PROPRIEDADE PARA A INDÚSTRIA

Após a etapa de colheita, a cevada produzida na Regional Arapongas será recepcionada pela Regional Mauá da Serra e, posteriormente, transportada para Guarapuava, onde passará pelo processo de beneficiamento nas instalações da Agrária.

A diretoria e a equipe técnica da Integrada destacam que a introdução e consolidação de novas culturas aumentam o leque de alternativas econômicas aos cooperados. "É mais um passo na busca por novas alternativas de cultivo e renda para nossos associados", concluiu Rodrigo Ambrosio.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Expansão regional: A Integrada iniciou um projeto-piloto de 290 hectares na Regional Arapongas (envolvendo os municípios de Arapongas e Rolândia) para testar a adaptação da cevada no Norte do Paraná.

- Benefícios no campo: A cultura é vista pelos cooperados como uma importante alternativa ao trigo no inverno, garantindo diversificação financeira, retorno econômico e formação de palhada para o solo.

- Destino industrial: A cevada colhida na região será enviada para Guarapuava, onde será beneficiada pela Cooperativa Agrária Agroindustrial.

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