Trump libera importação de carne moída “sem tarifa fora da cota”
Medida temporária por 90 dias visa reduzir em 25% o preço do produto no mercado americano; Abiec aguarda confirmação de critérios de aplicação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o envio de autorização para a importação de até 300 mil toneladas de produto destinado à fabricação de carne moída com isenção da taxa extra-cota ao longo dos próximos 90 dias. A declaração prevê que a medida permita a venda do alimento a um preço 25% inferior aos valores praticados atualmente no mercado norte-americano.
O anúncio foi feito pelo presidente em sua rede social, Truth Social, sem detalhar quais países produtores serão contemplados no volume liberado para abastecimento interno. As informações foram divulgadas na CNN Brasil.
Procurada para comentar a decisão, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou que ainda não recebeu notificações oficiais do governo dos EUA sobre as regras de execução do anúncio.
“O que sabemos até agora é apenas o que vem sendo divulgado pela imprensa, sem detalhes sobre volumes, critérios ou países que poderão ser contemplados. Uma eventual ampliação da cota tarifária pode beneficiar o Brasil. Atualmente, o país participa de uma cota compartilhada com outros fornecedores, que costuma ser preenchida logo nas primeiras semanas do ano. Após o esgotamento desse volume, as exportações brasileiras seguem normalmente, mas passam a pagar a tarifa extra-cota de 26,4%. Por isso, qualquer ampliação que contemple o Brasil pode representar uma melhora nas condições de acesso da carne bovina brasileira ao mercado norte-americano. Neste momento, porém, é necessário aguardar os detalhes oficiais da medida.”
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Suspensão Temporária de Tarifas: Os EUA vão liberar a entrada de 300 mil toneladas de insumo para carne moída sem a cobrança de tarifas excedentes por 90 dias, visando reduzir preços em 25%.
- Indefinição de Fornecedores: O pronunciamento oficial não especificou quais nações fornecedoras serão selecionadas para o preenchimento da demanda.
- Expectativa do Setor Brasileiro: A Abiec aguarda detalhes do plano, ressaltando que a ampliação pode favorecer as exportações do Brasil, que hoje pagam taxa de 26,4% ao estourar a cota regular compartilhada.





















