Agroindústria recua 1,9% em fevereiro e interrompe ciclo de recuperação | aRede
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Agroindústria recua 1,9% em fevereiro e interrompe ciclo de recuperação

Queda precoce surpreende setor e é impulsionada pela forte retração de 5,5% no segmento de produtos não alimentícios

Produção agroindustrial brasileira registra perda de ritmo em fevereiro; retração em insumos e proteínas animais pesou no índice geral
Produção agroindustrial brasileira registra perda de ritmo em fevereiro; retração em insumos e proteínas animais pesou no índice geral -

Publicado por Eduarda Gomes

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A agroindústria brasileira registrou uma queda de 1,9% em fevereiro de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, quebrando uma sequência de alta que vinha desde setembro de 2025. O dado, apurado pelo Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro) da FGVAgro, indica uma inflexão no setor antes do esperado pelo mercado. Curiosamente, a análise aponta que o resultado negativo ainda não reflete os impactos da Guerra do Irã, iniciada no fim de fevereiro. As informações são do portal Agrofy News.

O desempenho foi puxado para baixo principalmente pelo segmento de Produtos Não Alimentícios, que tombou 5,5%. Dentro desse grupo, as maiores perdas foram registradas nos insumos agropecuários (-11,5%), como fertilizantes e máquinas, e no setor têxtil (-11,1%). Por outro lado, o setor de biocombustíveis foi o único ponto de resistência relevante, com um salto expressivo de 33,5% no mês.

No segmento de Alimentos e Bebidas, houve um leve crescimento de 0,9%, sustentado exclusivamente pelo setor de bebidas (+6,2%). Os produtos alimentícios, porém, recuaram 0,3%, pressionados pela menor oferta de carne bovina e pescados, que caiu 1,6%. No acumulado do primeiro bimestre de 2026, a agroindústria apresenta uma retração de 0,7%, desempenho que, apesar de negativo, ainda supera a média da indústria de transformação brasileira, que recuou 2,2% no mesmo período.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Interrupção de alta: A queda de 1,9% em fevereiro encerra um período de cinco meses de recuperação consecutiva do setor.

- Crise nos insumos: O segmento não alimentício foi o grande vilão, com quedas superiores a 11% em fertilizantes, defensivos e maquinários agrícolas.

- Alimentos em baixa: A retração na produção de carne bovina anulou os avanços registrados nos setores de frango, suínos e produtos de origem vegetal.

- Destaque positivo: Biocombustíveis seguem em forte expansão, registrando alta de 33,5% em meio ao cenário de retração geral.

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