Leite e proteínas animais projetam cenário positivo no Paraná, aponta Deral
Boletim indica alta no preço do leite ao consumidor e avanço histórico na produção de carnes; tecnologia impulsiona produtividade da cebola

O setor agropecuário do Paraná apresenta sinais de otimismo e ajustes estratégicos, conforme aponta o Boletim Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (1º) pelo Departamento de Economia Rural (Deral).
O grande destaque recai sobre o setor leiteiro. Embora o repasse ao produtor ainda não tenha acompanhado integralmente a valorização nas gôndolas, onde o leite longa vida subiu 17% e o leite em pó 8,8% , a tendência é de melhora na remuneração do campo nos próximos meses.
De acordo com o médico veterinário e analista do Deral Thiago De Marchi, o descompasso ocorre devido aos ritos de pagamento das indústrias, mas o cenário de preços elevados no varejo (média de R$ 4,52) deve elevar o valor pago pelo litro entregue. As informações foram publicadas pela Agência Estadual de Notícias.
Além do leite, o boletim destaca a robustez das proteínas animais. A suinocultura paranaense registrou um crescimento impressionante de 57,7% na produção na última década, atingindo 1,23 milhão de toneladas em 2025. Já a avicultura mantém a liderança nacional, com o Paraná respondendo por 42,9% do volume de carne de frango exportado pelo Brasil, em um bimestre que rendeu US$ 1,788 bilhão ao país.
DESAFIOS NO MILHO E ESTRATÉGIA NA MANDIOCA
Nem todos os setores avançam sem obstáculos. O plantio da segunda safra de milho está praticamente encerrado (99%), mas o clima adverso em março, marcado por calor e chuvas irregulares, colocou 9% das lavouras em condições medianas ou ruins. Já na mandiocultura, a estratégia é de resiliência. Com preços 21% menores que no ano passado, produtores optam por manter o cultivo para um segundo ciclo, visando ganho de produtividade para superar as margens estreitas.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Recuperação do Leite: A alta de até 17% no varejo sinaliza um aumento iminente na remuneração dos produtores paranaenses, após os ajustes de prazos industriais.
- Eficiência na Proteína: A suinocultura cresceu 57,7% em dez anos com foco em animais mais pesados, enquanto a exportação de frango e perus registra forte alta em faturamento.
- Alertas Climáticos: O milho safrinha enfrenta riscos após um mês de março seco e quente, o que pode impactar o volume final da colheita em 2026.




















