Preço do feijão carioca bate recorde histórico em março, aponta Cepea
Cotações acumulam alta de 48% no primeiro trimestre de 2026; no milho, colheita da safra de verão pressiona preços em São Paulo

O mercado de feijão no Brasil atingiu um patamar sem precedentes neste mês. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o valor médio do feijão carioca em março renovou o recorde da série histórica iniciada em 2024. A disparada nos preços é reflexo de uma combinação crítica: redução da área plantada na primeira safra, dificuldades climáticas na colheita e a expectativa de uma segunda safra menor, especialmente no Paraná.
Para o feijão carioca de melhor qualidade (notas 9 ou superiores), o preço médio de março subiu 8,3% em relação a fevereiro e impressionantes 34% na comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado dos primeiros três meses de 2026, a valorização chega a 48,3%. O feijão preto seguiu tendência semelhante, com recuperação de 32,2% no trimestre, embora tenha apresentado estabilidade na variação mensal de março. Os dados foram divulgados pelo portal Notícias Agrícolas.
MILHO: OFERTA CRESCE EM SP E EXPORTAÇÕES ACELERAM
No mercado de milho, o cenário é de contrastes regionais. Em Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa registrou queda na última semana devido ao avanço da colheita de verão, que aumentou a oferta no mercado disponível (spot). No entanto, em outras regiões do país, os preços continuam sustentados pela resistência dos produtores em vender, preocupados com a alta nos custos de frete.
No comércio exterior, o milho brasileiro mantém um ritmo forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, nos primeiros 15 dias úteis de março, o Brasil exportou 784,2 mil toneladas do cereal. O volume já representa 90% de todo o total exportado em março de 2025, com um ritmo de embarque diário 14% superior ao do ano passado.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Recorde no Feijão: O carioca acumula alta de 48,3% no ano devido à baixa oferta e problemas na segunda safra paranaense.
- Pressão no Milho: A colheita em São Paulo gera alívio temporário nos preços locais, mas o cenário nacional segue firme.
- Exportações: O milho mantém ritmo acelerado em março, superando a média diária de embarques do ano anterior.




















