Produção recorde de frango aumenta oferta e pressiona preços no mercado interno
Brasil atingiu 14,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025; grande disponibilidade doméstica freia valorizações apesar das exportações aquecidas

O setor avícola brasileiro consolidou um desempenho histórico ao encerrar 2025 com uma produção recorde de 14,3 milhões de toneladas de carne de frango. Segundo dados do Institubo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume representa uma alta de 4,2% em relação ao ano anterior, marcando o avanço anual mais expressivo desde 2021. O resultado surpreende por ter ocorrido em um período de desafios sanitários globais e registros de gripe aviária.
O impulso final veio do quarto trimestre de 2025, que registrou 3,65 milhões de toneladas, o maior patamar trimestral da série histórica. Esse ritmo acelerado de produção elevou a oferta da proteína no Brasil, gerando uma pressão negativa sobre os preços pagos ao produtor e no atacado. As informações foram divulgadas pelo portal de notícias CNN Brasil.
De acordo com pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a disponibilidade de carne seguiu em patamares recordes entre dezembro e janeiro. Embora o escoamento para o mercado internacional continue forte, sustentando parte da cadeia, a fartura de produto internamente tem limitado as altas de preço.
Para o próximo trimestre, a expectativa é de uma mudança de cenário. O Cepea projeta uma desaceleração no ritmo de abates, o que deve reduzir a oferta. Somado a isso, o fim do período da Quaresma tende a reaquecer a demanda interna, criando condições para uma recuperação nos preços dos produtos avícolas.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Recorde Histórico: Brasil produziu 14,3 milhões de toneladas de frango em 2025, com o melhor trimestre da história registrado no fim do ano.
- Pressão nos Preços: A elevada oferta interna, impulsionada pelo ritmo acelerado de abates, tem dificultado a reação dos preços no mercado brasileiro.
- Perspectiva de Reação: Especialistas preveem uma redução na oferta e aumento do consumo pós-Páscoa, o que pode elevar os preços no próximo trimestre.




















