Reduzir dependência de fertilizantes importados é prioridade da CNA para o próximo governo
Apesar da urgência devido a conflitos no Oriente Médio, medidas estruturais para a autossuficiência do setor só devem avançar após as eleições de outubro

A instabilidade no mercado global de fertilizantes, agravada por tensões militares no Oriente Médio, recolocou a autonomia de insumos no topo da agenda do agronegócio brasileiro. No entanto, a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) avalia que decisões efetivas sobre o tema estão em compasso de espera. Segundo o vice-presidente da entidade, Gedeão Pereira, o desenho de um plano de autossuficiência robusto dependerá de articulações com o governo que assumirá o país após o pleito de outubro.
O setor enfrenta desafios logísticos severos, especialmente no Estreito de Ormuz, rota vital para insumos químicos. Para mitigar riscos, o Ministério da Agricultura articulou rotas alternativas via Turquia, garantindo o escoamento para a Ásia Central. No entanto, internamente, gargalos em infraestrutura, frete e combustíveis continuam pressionando as margens dos produtores.
A senadora e ex-ministra Tereza Cristina reforçou que o Plano Nacional de Fertilizantes ainda precisa de um "pontapé inicial" mais contundente do Poder Executivo para atrair o investimento privado necessário. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.
Nesta sexta-feira (27), o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, recomendou cautela máxima aos produtores. Em nota oficial, o ministério orientou que se evite compras precipitadas de fertilizantes neste momento de preços artificialmente elevados por especulações internacionais. "A melhor forma de enfrentar a especulação é não comprar quando o preço está elevado", destacou Fávaro, sugerindo que o setor aguarde uma estabilização nos conflitos externos antes de fechar novos contratos.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Foco no Pós-Eleições: A CNA projeta que medidas reais para incentivar a produção nacional de fertilizantes só serão discutidas com a gestão eleita em outubro.
- Cautela no Mercado: O Ministério da Agricultura recomenda que produtores evitem compras agora para combater a especulação gerada pelos conflitos no Oriente Médio.
- Gargalos Logísticos: Crises em rotas como o Estreito de Ormuz elevam custos, levando o Brasil a buscar alternativas na Turquia para manter o fluxo do comércio exterior.




















