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Ministério da Fazenda prevê PIB de 2,3% e avanço de 0,5% para o agronegócio

Secretaria de Política Econômica projeta crescimento moderado do campo após safra recorde; estimativa para inflação é de 3,6%

Possibilidade de uma menor safra de milho impacta a projeção
Possibilidade de uma menor safra de milho impacta a projeção -

Publicado por Eduarda Gomes

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A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2,3% em 2026. O novo Boletim Macrofiscal, divulgado nesta sexta-feira (6), aponta que o setor agropecuário deve registrar um avanço moderado de 0,5% no mesmo período. A estimativa reflete uma desaceleração natural do setor após o desempenho recorde alcançado em 2025.

O ajuste na previsão do PIB nacional, que anteriormente era de 2,4%, foi motivado por um "carregamento estatístico" menor proveniente do segundo semestre do ano anterior. No campo, o otimismo com as culturas de soja e cana-de-açúcar é equilibrado pela perspectiva de retração nas produções de milho e arroz.

FATORES QUE LIMITAM O DESEMPENHO DO CAMPO

A projeção de crescimento de apenas 0,5% para o PIB agropecuário é influenciada por desafios em cadeias produtivas específicas. Além da queda esperada nas safras de milho e arroz, a Fazenda projeta uma menor oferta de carne bovina no mercado. Esse movimento decorre do ciclo de retenção de fêmeas, quando o pecuarista opta por manter as matrizes para reprodução em vez de enviá-las ao abate.

Na visão oficial do governo, o crescimento econômico de 2026 será mais dependente do ciclo doméstico, impulsionado pelo consumo e pelo setor de serviços, do que da pujança do agronegócio. O setor enfrentará uma base de comparação elevada devido aos resultados históricos colhidos no último ano.

INDÚSTRIA E SERVIÇOS SUSTENTAM PIB NACIONAL

Enquanto o agronegócio opera em ritmo mais lento, outros setores da economia devem compensar a diferença para manter o PIB em 2,3%. A indústria tem projeção de alta de 2,3%, e o setor de serviços deve crescer 2,4%. Em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, o Ministério da Fazenda fixou a estimativa em 3,6% para o ano de 2026.

Os números divulgados pela SPE/Fazenda apresentam consenso entre as principais consultorias e veículos especializados do setor econômico e rural. A análise destaca que a economia brasileira busca estabilidade no crescimento com uma trajetória de queda na inflação.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Revisão do PIB Nacional: O Ministério da Fazenda ajustou a estimativa de crescimento do Brasil para 2,3% em 2026. O crescimento será sustentado principalmente pelos setores de Serviços (2,4%) e Indústria (2,3%), com a inflação (IPCA) estimada em 3,6%.

- Desaceleração do Agronégo: Após um ano recorde em 2025, o PIB agropecuário deve crescer apenas 0,5%. Esse avanço moderado deve-se à alta base de comparação anterior e à previsão de queda nas safras de milho e arroz.

- Fatores na Pecuária e Agricultura: O desempenho do campo será limitado pelo ciclo de retenção de fêmeas na pecuária (menor oferta de carne para abate) e pela retração em culturas específicas, embora o otimismo com a soja e a cana-de-açúcar ajude a manter o saldo positivo.

Com informações: Band.

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