Saiba por que piloto foi preso dentro de aeronave na hora do embarque
Sérgio Antônio Lopes é suspeito de liderar rede de abuso sexual de crianças e adolescentes

Suspeito de liderar uma rede de pedofilia, o piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, foi preso na manhã desta segunda-feira (9), em São Paulo, durante o embarque de um voo com destino ao Rio de Janeiro. O momento foi escolhido de forma estratégica pela Polícia Civil.Segundo as autoridades, o homem pagava de R$ 30 a R$ 100, remédios e até aluguel para cometer os abusos. Ele oferecia os pagamentos para mães e responsáveis de crianças, que “vendiam” suas filhas para o criminoso.
O piloto da companhia aérea Latam foi retirado de dentro da cabine do voo LA3900 no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista. Conforme a delegada do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) Luciana Peixoto, a polícia optou por realizar a abordagem em um local que seria considerado seguro por Sérgio Lopes e, assim, garantir que ele estivesse desprevenido e com provas do crime.
As autoridades também destacaram que, por se tratar de um piloto experiente, o acusado tem escala de voos cheia e poderia ficar pouco tempo na cidade.
No momento da abordagem, Sérgio Lopes negou os crimes e afirmou que desconhecia os motivos da batida policial. Ele foi levado à delegacia e continuou negando envolvimento na rede de pedofilia. Segundo a delegada, o piloto só assumiu o caso quando as autoridades citaram o nome de três vítimas e questionaram sobre fotos de cunho sexual que estariam armazenadas no celular do acusado. Então, o homem teria desbloqueado o aparelho, mostrado os registros e explicado a dinâmica dos crimes.
Abusos em troca de pagamentos
Lopes tinha um modus operandi para se aproximar das menores: mesmo casado, ele abordava mulheres, perguntava se elas tinham filhos e dizia que não tinha problema em ter um relacionamento extraconjugal.
Ele praticava os crimes há mais de oito anos e pelo menos 10 menores foram vítimas. A polícia descobriu que, em outubro do ano passado, o piloto pagou de R$ 50 a R$ 100 para mães e avós de meninas para cometer abuso infantil.
O piloto ainda é suspeito de chefiar uma rede estruturada de exploração com envolvimento de outros homens. Celulares vão ser periciados para ajudar a encontrar novos criminosos.
Entenda o caso
O piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, foi preso temporariamente, na manhã desta segunda-feira (9/2), dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
A prisão, feita pela Polícia Civil, ocorreu durante os procedimentos de embarque do voo LA3900 (São Paulo/Congonhas–Rio de Janeiro/Santos Dumont).
Lopes é acusado de integrar uma “rede criminosa estruturada voltada à exploração sexual de crianças e adolescentes”.
A prisão ocorreu no âmbito da Operação Apertem os Cintos, da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia.
Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados, em São Paulo e em Guararema, na região metropolitana.
Uma mulher, de 55 anos, também foi presa, suspeita de ter “vendido” as três netas, de 10, 12 e 14 anos, para serem submetidas aos abusos.
Avó “vendia” netas menores de idade para piloto da Latam
Avó de três meninas, a mulher teria recebido pagamento pela “venda” das netas, de 10, 12 e 14 anos, a um piloto de avião. Ela também foi presa nesta segunda-feira, em São Paulo.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o inquérito policial começou em outubro de 2025. Desde então, já foram identificadas três vítimas, com 11, 12 e 15 anos, todas submetidas a graves situações de abuso e exploração sexual.
Segundo a Polícia Civil, a rede criminosa estruturada era voltada à exploração sexual de crianças e adolescentes.
Latam
Em nota, a Latam informou que abriu apuração interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. “A companhia repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta”, diz o texto.
O voo que seria pilotado por Lopes operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto.
Com informações do Metrópoles




















