Saiba como estão as buscas pela fotógrafa desaparecida em cachoeira de Sapopema
Bombeiros ampliam varredura pela mata e aguardam um volume seguro de água para iniciar trabalhos com mergulhos no rio

As buscas por Ana Paula Silveira Cardoso, de 29 anos, entraram no terceiro dia nesta terça-feira (28), quarto dia desde o desaparecimento da fotógrafa no Salto das Orquídeas, em Sapopema, no Norte do Paraná. A operação começou por volta das 7h30 e foi reforçada com equipes especializadas para ampliar a varredura pela mata e pelo rio.
Cerca de 66 pessoas participaram dos trabalhos durante a manhã, entre integrantes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Guarda Municipal de Londrina, Polícia Militar e voluntários. Um cão de busca também foi empregado na operação.
Bombeiros ampliam varredura pela mata e concentram buscas no rio em Salto das Orquídeas
De acordo com o major Rene Bortolassi, do Corpo de Bombeiros, aproximadamente 150 mil metros quadrados de mata já foram percorridos a pé pelas equipes. A região do rio e da cachoeira é considerada o principal ponto de interesse dos trabalhos, já que foi o último local onde Ana Paula foi vista.
“Nosso objetivo é, agora com a tendência de diminuição do volume de água do rio, que a gente consiga ter uma visão melhor da caixa do rio, desses pontos de interesse, para que a gente logre êxito o quanto antes.”, explicou o major em entrevista ao repórter Moisés Salema, que faz a cobertura no local para a Ric RECORD.
Mergulhadores aguardam um volume seguro de água para iniciar trabalhos em busca da fotógrafa desaparecida
Dois mergulhadores do Corpo de Bombeiros estão mobilizados para a operação, mas ainda não conseguiram entrar na água. Segundo os bombeiros, o volume do rio e a força da correnteza tornam o mergulho perigoso neste momento. Enquanto isso, as buscas são realizadas por dois caiaques na tarde desta terça-feira (26).
A expectativa é de que o nível da água diminua para que seja possível realizar um mergulho de reconhecimento. O local conhecido como Poço Preto, ponto crítico e profundo localizado logo abaixo da principal cachoeira do complexo do Salto das Orquídeas, também é um foco das equipes. A operação depende da redução do volume de água.
“Estamos verificando se existem condições de segurança para colocar os bombeiros na água, nesses pontos onde existe o acúmulo de sedimentos, para que a gente consiga fazer a varredura dentro da água”, afirmou Bortolassi.
Terreno dificulta avanço das equipes nas buscas
O bombeiro civil Altair Cardoso, que conhece a região há mais de 30 anos e acompanha os trabalhos, relatou as dificuldades encontradas pelas equipes durante as buscas.
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Segundo ele, o nível elevado do rio e as pedras escorregadias dificultam o deslocamento. Em alguns trechos, o acesso é considerado extremamente perigoso até mesmo para profissionais experientes.
“Nesse ponto onde elas poderiam ter caído, há muitas pedras escorregadias e o acesso é bastante difícil. Então, a pessoa deve evitar ir sozinha. O principal é sempre estar acompanhada e seguir as orientações de acesso ao local, porque é muito complicado. A gente que conhece a região sabe o quanto é difícil. Até os bombeiros, que são profissionais preparados, estão tendo dificuldade para descer nesse trecho. É possível descer, mas depois não consegue sair, porque é muito perigoso”, explicou o bombeiro.
Com informações: Banda B





















