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Entidades da indústria e do comércio recorrem ao STF contra fim da 6x1

CNI e CNC alegam impacto nos acordos trabalhistas e no custo formal

CNI e CNC alegam impacto nos acordos trabalhistas e no custo formal
CNI e CNC alegam impacto nos acordos trabalhistas e no custo formal -

Publicado por André Ribeiro

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) ingressaram nesta quarta-feira (4) com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender o fim da escala de trabalho 6x1.

Na ação, a CNI alega que a Emenda Constitucional 141 de 2026, promulgada no mês passado pelo Congresso Nacional, fere a segurança jurídica, a livre iniciativa econômica e a autonomia coletiva trabalhista.

A confederação também sustenta que o fim da escala vai impactar nos acordos trabalhistas ainda vigentes e acordados entre empresas e trabalhadores.

“As convenções e acordos coletivos de trabalho vigentes devem manter plenos efeitos até o término regular de seus prazos de vigência ou até que sobrevenha nova pactuação coletiva autônoma”, afirma a CNI.

Sobre os impactos financeiros, a CNI afirmou que a redução da jornada de trabalho, somada com a ampliação do repouso semanal sem redução de salário, vai aumentar o custo do trabalho formal da indústria em 11,1%, percentual equivalente a R$ 88 bilhões.

A confederação citou que diversos setores da indústria funcionam de forma ininterrupta e sempre dependeram de negociações coletivas para definição do regime de folgas. “A viabilidade dessas plantas fabris sempre dependeu tanto da negociação coletiva de regimes compensatórios com ciclos plurimensais ou anuais quanto da previsão legal de regimes diferenciados de trabalho e repouso cumulativo”, completou a entidade.

Já a CNC informou que pretende adiar o início da redução das horas de trabalho para outubro de 2027. A nova jornada deve entra em vigor em 15 de dezembro deste ano.

Fim da escala 6x1

Em uma decisão histórica, o Senado Federal aprovou no mês passado o fim da escala 6x1 de trabalho. Com isso, o trabalhador passa a ter dois dias por semana de descanso remunerado, em jornada máxima de 5x2, sem redução salarial. Além disso, a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais terá uma regra de transição de 14 meses.

A medida foi aprovada, na ocasião, com votos da base governista e da oposição. O texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados.

O fim da escala foi celebrado por entidades representativas dos trabalhadores. Para a categoria, a nova jornada permitirá ao trabalhador ter maior contato com a família e poder se dedicar a outras atividades e estudo.

Uma pesquisa realizada em fevereiro deste ano pela Nexus mostrou que 73% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6x1.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, informou que o decreto que regulamentará o fim da escala deve sair na próxima segunda-feira (9). O texto estabelecerá diretrizes para a organização das jornadas e garantir pelo menos oito folgas por mês aos trabalhadores. Segundo Marinho, o decreto terá como objetivo coordenar a adoção das diferentes escalas de trabalho nos setores econômicos, sem comprometer os direitos dos empregados nem o funcionamento das empresas.

Com informações da Agência Brasil.

RESUMO

Ação judicial contra o fim da escala 6x1: A CNI e a CNC acionaram o STF para suspender a Emenda Constitucional promulgada pelo Congresso, alegando desrespeito a acordos coletivos vigentes, violação da segurança jurídica e prejuízo à livre iniciativa.

Argumentos de impacto financeiro e pedidos de adiamento: A indústria estima um aumento de 11,1% nos custos do trabalho formal (R$ 88 bilhões) e ressalta a necessidade de regimes específicos para setores ininterruptos, enquanto o comércio pede o adiamento do início da nova jornada de dezembro de 2026 para outubro de 2027.

Regras da nova jornada e posicionamento do governo: A nova legislação reduz a jornada máxima para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso (escala 5x2) com apoio de 73% da população, enquanto o Ministério do Trabalho prevê lançar um decreto para regulamentar a transição sem prejudicar a produção.

CONTEÚDO DE MARCA

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