Pesquisadora da UEPG resgata protagonismo feminino na literatura e na história | aRede
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Pesquisadora da UEPG resgata protagonismo feminino na literatura e na história

Professora destaca a importância de dar voz às mulheres e apresenta obras que valorizam memória, ficção e autoria feminina

Como resultado desse trabalho acadêmico, a professora participou da organização das obras: "Cenas da Ficção e da Arte" e "Tramas de Mulheres", disponíveis gratuitamente
Como resultado desse trabalho acadêmico, a professora participou da organização das obras: "Cenas da Ficção e da Arte" e "Tramas de Mulheres", disponíveis gratuitamente -

Mariele Alexandra Zanin

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A literatura tem sido, ao longo da história, um espaço majoritariamente ocupado por narrativas masculinas. No entanto, esse cenário vem sendo transformado por pesquisas que buscam resgatar e valorizar a voz das mulheres. Esse é o foco do trabalho da professora Eunice de Morais, que atua no ensino, na pesquisa e na gestão acadêmica dentro da Universidade Estadual de Ponta Grossa.

A principal linha de pesquisa da professora está voltada à ficção histórica associada às narrativas de mulheres, tema que une literatura, memória e questões sociais. O interesse surgiu a partir das transformações da sociedade e da necessidade de refletir sobre o papel feminino nas narrativas. “Hoje vivemos um momento em que essas discussões são urgentes. Há um crescimento muito grande da produção literária feita por mulheres, e isso faz com que novas vozes ganhem espaço”, destaca.

Historicamente, as mulheres foram retratadas na literatura de forma limitada, muitas vezes em segundo plano ou associadas a punições sociais. Com o avanço da autoria feminina, essas narrativas passaram a ser questionadas e reescritas sob novas perspectivas.

A professora cita como exemplo a escritora Júlia Lopes de Almeida, que teve papel importante na literatura brasileira, mas foi apagada de espaços de reconhecimento, como a Academia Brasileira de Letras. Hoje, seu trabalho vem sendo redescoberto por pesquisadores.

Outro nome relevante é o de Maria Firmina dos Reis, considerada uma das primeiras romancistas negras do Brasil. Sua obra, por muito tempo invisibilizada, tem sido resgatada e estudada nas universidades. “Essas autoras foram silenciadas por muito tempo. A pesquisa tem esse papel fundamental de recuperar essas histórias e garantir que elas não sejam esquecidas”, afirma Eunice.

Como resultado desse trabalho acadêmico, a professora participou da organização de obras como "Cenas da Ficção e da Arte" e "Tramas de Mulheres", que reúnem estudos produzidos por alunos da pós-graduação. Os livros abordam temas como memória, historiografia e protagonismo feminino na literatura.

As publicações estão disponíveis gratuitamente em formato digital, ampliando o acesso ao conhecimento e incentivando novos leitores. Para acessar, clique aqui.

Para a professora, o resgate dessas narrativas é essencial não apenas para a literatura, mas para a compreensão da própria história. “Durante muito tempo, tivemos apenas metade da história contada. A outra parte, que é a história das mulheres, está sendo reconstruída agora por meio da pesquisa. E é fundamental que a gente continue falando sobre isso”, finaliza.

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