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Polícia cumpre mandados em PG por conta bancária fake em nome das lojas Havan

Operação investiga organização criminosa que abriu conta fraudulenta e movimentou mais de R$ 500 mil em um único dia

Operação aconteceu na manhã desta quinta-feira (25)
Operação aconteceu na manhã desta quinta-feira (25) -

Publicado por João Victor Lourenço

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A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26), a “Operação Dublê”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar com fraudes e lavagem de dinheiro. A ação é coordenada pela Delegacia de Defraudações da DEIC e conta com o apoio das polícias civis de São Paulo, Paraná e Minas Gerais.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Valinhos e Caraguatatuba (SP), Ponta Grossa (PR) e Viçosa (MG).

Conta fraudulenta em nome da empresa

As investigações tiveram início após a identificação da abertura de uma conta bancária fraudulenta em nome da empresa catarinense Havan S.A., em uma plataforma de pagamentos. O procedimento foi realizado sem autorização dos representantes legais, mediante uso indevido de dados empresariais.

No dia 14 de agosto de 2025, a conta recebeu cerca de R$ 576 mil em um período de 24 horas. Os valores eram oriundos de vítimas de golpes aplicados em diferentes estados do país.

Estratégia para dificultar rastreamento

De acordo com a apuração, após o recebimento, os valores foram rapidamente transferidos para contas vinculadas ao grupo criminoso. Em seguida, o dinheiro foi pulverizado por meio de diversas transações, com o objetivo de dificultar o rastreamento.

A análise financeira apontou o uso de mecanismos típicos de lavagem de dinheiro, como fragmentação de valores, transferências sucessivas entre contas de terceiros, repasses imediatos de valores idênticos (prática conhecida como “mirroring”), além da utilização de empresas para ocultar a origem dos recursos.

Suspeitos identificados

As investigações identificaram sete pessoas diretamente envolvidas na movimentação e ocultação dos valores. Segundo a polícia, o grupo atuava de forma estruturada para obter vantagem ilícita e inserir os recursos no sistema financeiro formal.

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Apreensões e continuidade das investigações

Os mandados cumpridos nesta quinta-feira têm como objetivo reunir mais provas, como dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento do caso e identificação de novos envolvidos.

As investigações continuam e os suspeitos podem responder por crimes como estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, entre outros que venham a ser apurados.

RESUMO:

- Operação Dublê cumpre 10 mandados em quatro estados e investiga organização criminosa

- Grupo teria usado dados da Havan para abrir conta fraudulenta que movimentou cerca de R$ 576 mil

- Polícia identificou sete suspeitos e apura crimes como estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro

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