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Cadeião fica em alerta após ameaça de motim

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| Autor: Afonso Verner

Afonso Verner

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A Cadeia Hildebrando de Souza segue em "alerta máximo" depois de uma ameaça de motim que começou na noite de ontem (21/01) e se estendeu até o começo da madrugada dessa quarta-feira. Segundo o diretor da Cadeia, Bruno Propst, a agitação dos presos começou depois que um dos detentos precisou de atendimento médico.

Bruno explica que a superlotação da cadeia acarreta várias mudanças nos procedimentos internos. "O atendimento médico demorou um pouco porque a lotação da cadeia impõe várias limitações ao nosso trabalho. Isso resultou em uma agitação dos presos, mas a situação foi contornada rapidamente", conta Propst.

A situação da cadeia também ficou mais delicada em decorrência do cenário de outras penitenciárias brasileiras. Em Curitiba, por exemplo, o clima ficou tenso na Penitenciária de Piraquara - para o Departamento de Execução Penal do Paraná (DEPEN), as agitações nas carceragens do Estado são situações isoladas.

O diretor do Hildebrando explica que a situação na cadeia é complexa, mas estável. "Hoje nós estamos com 580 presos num espaço que suportaria, no máximo, 208 pessoas. Por isso, o trabalho interno tem que ser redobrado de cuidados, ainda mais com a situação de tensão que vive todo o sistema penitenciário nacional hoje", argumenta Bruno.

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