Prefeitura quer transformar áreas ferroviárias e desafogar trânsito em PG
Em entrevista ao projeto 'PG 203 Anos' do Portal aRede, Edgar Hampf falou sobre projetos estratégicos que podem transformar a mobilidade e impulsionar o desenvolvimento

Ponta Grossa vive, segundo o secretário municipal de Projetos Estratégicos, Edgar Hampf, um momento considerado uma “janela de oportunidade” para o desenvolvimento do município. A avaliação foi feita durante entrevista ao projeto especial ‘PG 203 anos’, do Portal aRede, que reúne conversas com secretários municipais sobre as principais obras, ações e projetos planejados para o futuro da cidade.
De acordo com Hampf, a atual gestão trabalha para aproveitar uma série de mudanças que envolvem as infraestruturas rodoviária, ferroviária e aeroportuária. Entre os principais pontos estão as novas concessões das rodovias que cortam o município, a futura concessão da malha ferroviária e a inclusão do Aeroporto Santana em uma concessão de aeroportos regionais.
Novas áreas
Uma das possibilidades apontadas por Hampf está relacionada aos trechos ferroviários que deixaram de ser utilizados. A Prefeitura busca autorização do Ministério dos Transportes para retirar os trilhos desativados e utilizar essas áreas para novas conexões viárias.
A mudança poderá criar uma alternativa para motoristas que chegam de Curitiba pela BR-376 e seguem em direção a Uvaranas, reduzindo a pressão sobre a Avenida Visconde de Mauá e vias da região central.
Outro espaço considerado estratégico é a área onde funcionavam as antigas oficinas ferroviárias, nas proximidades do Estádio Germano Krüger. Segundo o secretário, o local possui dimensão semelhante à do Parque Ambiental e atualmente está abandonado.
Jardim Botânico
Outro projeto apresentado durante a entrevista é o Jardim Botânico de Ponta Grossa. A proposta, desenvolvida pelo Instituto de Planejamento Urbano de Ponta Grossa (Iplan), prevê a utilização de uma área pertencente ao patrimônio da União, próxima às antigas oficinas ferroviárias.
Segundo Hampf, o projeto prevê espaços de contemplação e educação ambiental, aproveitando também remanescentes de vegetação nativa. Os levantamentos e a planificação da ocupação já foram realizados, e o município aguarda a conclusão dos trâmites para transferência do imóvel à Prefeitura.
Contorno rodoviário
A Prefeitura também participa das discussões sobre o novo traçado do Contorno Rodoviário de Ponta Grossa. Hampf afirma que o município não concorda com a proposta atualmente defendida pela concessionária, principalmente porque o traçado poderia deixar áreas urbanizadas do lado externo da estrutura.
A administração municipal defende uma alternativa que, segundo o secretário, preserva a mancha urbana e áreas ambientais próximas ao Parque Nacional dos Campos Gerais e à zona de amortecimento do Parque Estadual de Vila Velha.
“A nossa preocupação é pensar em mobilidade e segurança para a população. O contorno precisa cumprir a função de retirar o tráfego pesado da malha urbana sem se transformar em uma barreira para o crescimento da cidade”, explicou.
Aeroporto Santana
No setor aéreo, a principal expectativa está relacionada à concessão do Aeroporto Santana. A Prefeitura conseguiu incluir no edital a obrigatoriedade de extensão da pista em 150 metros.
Segundo Hampf, a medida representa um avanço para ampliar a capacidade operacional do aeroporto e possibilitar, futuramente, a operação de aeronaves de menor porte, como os jatos da categoria do Embraer E2.
A Prefeitura também elaborou um anteprojeto para retirar um trecho ferroviário que atualmente limita uma das cabeceiras do aeroporto. A intenção é incluir a obra na futura concessão da Malha Sul.
Para o secretário, a articulação entre os diferentes projetos é justamente o principal papel da pasta. “O grande segredo é articular as possibilidades, os recursos de que dispomos e o objetivo que queremos alcançar”, destacou.
SOLUÇÃO COSTA RICA
Uma nova ligação entre o Costa Rica e o São Martinho foi apresentada como uma alternativa para melhorar o acesso dos moradores da região. A obra deverá criar uma nova rota de saída, reduzindo a necessidade de transposição do Rio Verde e da linha férrea. A Prefeitura também busca incluir na futura concessão da Malha Sul a mudança de um pátio ferroviário próximo à Rua Rio Cavernoso, apontado pelo secretário Edgar Hampf como responsável por parte dos transtornos provocados por manobras de trens.
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