'Ponta Grossa é estratégica para o avanço do Paraná', afirma Ratinho Junior
Governador faz avaliação sobre o atual ciclo de expansão que o Município vive, e projeta resultados da vinda de novas empresas

A cidade de Ponta Grossa ganhou protagonismo no mapa dos investimentos do Paraná ao combinar uma localização estratégica com infraestrutura logística, mão de obra qualificada e uma base industrial diversificada. A cidade passou a ocupar um espaço cada vez mais relevante na estratégia de crescimento econômico do Estado, atraindo empresas de diferentes setores e ampliando sua influência sobre toda a região dos Campos Gerais.
Esse movimento também reflete uma política estadual de estímulo à industrialização e à criação de um ambiente mais favorável aos negócios. Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), a cidade reúne características que a tornam especialmente atrativa para investidores, como a proximidade com Curitiba e o Porto de Paranaguá, a conexão ferroviária e rodoviária e a capacidade de expansão de sua área industrial. Ao mesmo tempo, investimentos em educação, saúde e infraestrutura são apontados como fundamentais para sustentar esse novo momento econômico.
Em entrevista à revista PG Competitiva, Ratinho Junior analisa os fatores que impulsionaram a transformação de Ponta Grossa em um dos principais polos de investimentos do Paraná e revela quais setores podem ampliar ainda mais essa trajetória. O governador também aborda o papel da logística, da integração entre agronegócio e indústria e das políticas públicas na construção de um ambiente competitivo para empresas e trabalhadores.
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Confira a entrevista com o governador Ratinho Junior
Governador, Ponta Grossa vive um dos momentos de maior expansão econômica de sua história. Na visão do Estado, quais fatores transformaram a cidade em um dos principais polos de investimentos do Paraná?
Ponta Grossa é uma cidade estratégica para o Paraná e o novo polo de industrialização do Estado, principalmente por causa da sua localização, próxima à Capital e ao Porto de Paranaguá e na ligação com outras regiões do Estado, o que favorece a logística das indústrias. Outro diferencial do município é contar com mão de obra qualificada, com a presença importante da UEPG na formação superior, e com recursos naturais que são atrativos para novos empreendimentos. Um exemplo disso é o fato de a cidade ter se tornado um polo cervejeiro, concentrando importantes empresas de toda a cadeia produtiva do setor.
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O município tem atraído grandes indústrias nacionais e multinacionais, com novos empreendimentos se instalando na cidade. Na avaliação do Governo do Estado, o que faz com que essas empresas escolham Ponta Grossa para investir?
Além da localização privilegiada, que facilita a logística, e mão de obra capacitada, o Governo do Estado também tem sido um parceiro para facilitar a implantação de novos empreendimentos em Ponta Grossa. O programa Paraná Competitivo já atraiu R$ 300 bilhões em investimentos privados para o Estado desde 2019, sendo que muitos deles foram na cidade, como a Maltaria Campos Gerais e o projeto de expansão da Heineken. Também estivemos pessoalmente no Japão para negociar a vinda da Nissin Foods ao Paraná e hoje a planta de R$ 1 bilhão está saindo do papel para transformar ainda mais o município.
Além da indústria, Ponta Grossa registra crescimento no comércio, no setor imobiliário e na prestação de serviços. Como o senhor avalia esse ciclo de desenvolvimento e seus impactos na economia regional?
É um ciclo virtuoso. Ao atrair grandes empreendimentos que geram muitos empregos, a renda desse trabalhador é usada na própria cidade, fazendo uma compra no comércio ou colocando os filhos em boas escolas, por exemplo, movimentando os setores do comércio e de serviços. Esse movimento é muito importante para dinamizar a economia da cidade, levar mais desenvolvimento e melhorar a vida da população.
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Qual é a importância da logística do município para o desenvolvimento do Paraná e para a atração de novos investimentos?
Ponta Grossa é um importante hub logístico do Paraná, por estar em um entroncamento estratégico que faz conexão com diversas regiões do Estado, a pouco mais de 100 quilômetros de Curitiba e a cerca de 200 quilômetros do Porto de Paranaguá, estando relativamente próxima também ao Aeroporto Internacional Afonso Pena. Por Ponta Grossa passa a Rodovia do Café, uma das rotas mais importantes do Paraná, e a Malha Ferroviária Sul, ativos logísticos que permitem um escoamento eficiente da produção. E é uma cidade onde é possível uma expansão industrial, há espaço para crescer, o que é essencial para atrair novos investimentos. Uma logística eficiente significa custos menores de produção, que é uma das coisas que o empresário procura quando vai fazer um novo investimento.
O crescimento econômico também aumenta a demanda por infraestrutura, energia, mobilidade e serviços públicos. Quais são as principais obras e investimentos do Governo do Estado para acompanhar essa nova realidade de Ponta Grossa?
Os investimentos públicos são essenciais para acompanhar o crescimento da cidade e tornar a vida da população mais confortável, além de também ser essencial para atrair mais investimentos. Liberamos recentemente mais de R$ 78 milhões em investimentos para o município, o que inclui recursos para acabar com as ruas de terra batida em diversos bairros do município, por meio do Asfalto Novo, Vida Nova, além da pavimentação da Estrada do Buraco do Padre, fortalecendo o turismo. Novas moradias, escolas, unidades de saúde e a ampliação do Hospital Universitário estão entre os investimentos constantes que fazemos na cidade.
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Ponta Grossa vem se consolidando como referência regional em saúde, ensino superior e qualificação profissional. Qual a importância desses setores para sustentar o desenvolvimento da cidade no longo prazo, e como o Governo do Estado tem sido um aliado do Município para que Ponta Grossa consolide estes setores?
Ter serviços públicos de qualidade é fundamental para o desenvolvimento de qualquer cidade, e não é diferente com Ponta Grossa. A cidade tem a felicidade de contar com a estrutura da UEPG, uma das sete universidades estaduais do Paraná e uma das principais instituições de ensino do Estado, além de um campus da UTFPR e outras faculdades particulares. Instituições fortes como essas são fundamentais para a qualificação dos nossos jovens, para que cheguem preparados em um mercado de trabalho que está em expansão. A estrutura do Hospital Universitário é referência para todo os Campos Gerais e também teve seu atendimento expandido pelo Governo do Estado, ganhando, por exemplo, um Ambulatório Médico de Especialidades (AME).
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O ambiente de negócios da cidade tem favorecido a abertura de novas empresas e o empreendedorismo. De que forma as políticas estaduais contribuem para tornar Ponta Grossa um município cada vez mais competitivo para quem deseja investir?
O Paraná passou do último para o segundo Estado com o menor tempo de abertura de empresas no Brasil. Esse é um exemplo de como melhoramos o ambiente de negócios do Paraná, diminuindo a burocracia e facilitando a vida de quem quer investir. Criamos um ambiente de paz política para o Estado e também contamos com o Paraná Competitivo, um programa de incentivos fiscais responsável por atrair investimentos para cá, muitos deles em Ponta Grossa.
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O agronegócio e a agroindústria seguem como pilares da economia regional e dialogam diretamente com o parque industrial instalado no município. Como essa integração fortalece Ponta Grossa e amplia sua competitividade?
A integração entre agronegócio e indústria tornou Ponta Grossa um dos mais importantes polos cervejeiros do País, concentrando toda a cadeia do setor, desde o plantio da cevada, passando pela fabricação de malte, das bebidas em si e se refletindo também nas cidades do entorno, com a fábrica de garrafas da Ambev em Carambeí. Isso faz parte de um planejamento que fizemos para tornar o Paraná o supermercado do mundo, industrializando boa parte da nossa produção rural. A fábrica da Nissin é outro exemplo de como a indústria também movimenta agricultura, com a expectativa de ampliar a produção de cereais na região.
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Quais são as perspectivas do Governo do Estado para um novo ciclo de desenvolvimento de Ponta Grossa? Em quais setores o senhor acredita que a cidade ainda tem maior potencial para crescer e atrair investimentos?
Os empreendimentos já consolidados ajudam a atrair mais investimentos, porque o empresário vê que aquela localidade é um polo industrial eficiente. Nossa expectativa é que Ponta Grossa continue sendo um importante polo para indústrias alimentícias e de bebidas, que são setores que ganharam muita força nos últimos anos na cidade. A instalação de fábricas de eletrodomésticos para a Região Metropolitana de Curitiba, como a LG e a Electrolux, também permite vislumbrar que outros fabricantes de linha branca se instalem no Estado, tendo Ponta Grossa como um destino em potencial. A cidade mostrou que pode ter uma produção diversificada e que está preparada para expandir sua produção industrial.
Sobre a PG Competitiva
A revista PG Competitiva, publicação especial do Grupo aRede, apresenta empresas, lideranças e iniciativas que impulsionam o desenvolvimento econômico de Ponta Grossa. Com o tema “Ponta Grossa: lugar bom para investir”, a 16ª edição celebra os 203 anos do Município e reúne reportagens e entrevistas que evidenciam histórias de empreendedorismo, inovação e expansão empresarial. O projeto valoriza organizações que geram empregos, atraem investimentos e fortalecem a competitividade do município, consolidando Ponta Grossa como um dos principais polos de crescimento, logística e oportunidades do Paraná.



