Infraestrutura prioriza 100% de asfalto em Ponta Grossa
Integrando a série ‘PG 203 anos’, o secretário municipal de Infraestrutura, Luiz Honesko, detalha os principais projetos desenvolvidos pela pasta

A pavimentação de 100% das vias urbanas de Ponta Grossa é uma das principais frentes de trabalho da atual gestão do município. Por isso, parte dos esforços da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Planejamento está concentrada no cumprimento desta meta. Integrando o projeto do Grupo aRede ‘PG 203 anos’, o secretário Luiz Henrique Honesko detalhou as obras concluídas e projetou os caminhos necessários para chegar à universalização do asfalto no município.
O objetivo da secretaria é atingir a meta até o final da gestão, em 2028. “O objetivo está definido e o que nós precisamos é viabilizar os recursos para conseguir executar o que foi planejado. Hoje, a gente já tem aproximadamente R$ 800 milhões viabilizados e ainda nos resta em torno de R$ 300 milhões para chegar à universalização”.
Dos valores viabilizados, Honesko destaca que mais de R$ 150 milhões foram adquiridos por meio de convênios com o Governo do Estado, cerca de R$ 30 milhões correspondem a investimentos do Município, R$ 95 milhões foram viabilizados pelo Banco Mundial e R$ 32 milhões têm origem em recursos da Itaipu. Os financiamentos do Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa) representam uma das maiores parcelas, com cerca de R$ 300 milhões junto à Caixa Econômica Federal. “Estamos trabalhando para deixar todos os projetos prontos para que no início do próximo ciclo o município já tenha tudo estruturado e possa ter todos os recursos que ainda são necessários para executar as obras”.
Entre as regiões que ainda aguardam o início das intervenções estão as vilas São Francisco, regiões do Contorno, Periquitos, Sabará, Bonsucesso, Cristo Rei e Vila Planalto.
PG busca soluções ferroviárias
A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Planejamento também acompanha os avanços na concessão da Malha Sul Ferroviária. As linhas que cortam Ponta Grossa integram o corredor Mercosul, que será contemplada na nova concessão. Atualmente, a proposta está em fase de audiência pública, etapa em que os municípios podem apresentar contribuições à proposta de concessão.
Entre os pontos que podem ser defendidos pelo município estão a avaliação de alternativas para o traçado ferroviário nas proximidades do Aeroporto Sant’Ana, a busca por soluções para as 32 passagens ferroviárias existentes na área urbana e o aproveitamento de trechos que deixaram de ser utilizados. A Prefeitura também busca autorização do Ministério dos Transportes para retirar trilhos desativados e utilizar essas áreas na abertura de novas conexões viárias, ampliando as alternativas de circulação pela cidade.
Segundo Honesko, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) já avaliou alternativas como a implantação de um contorno ferroviário e o rebaixamento da linha, mas identificou dificuldades econômicas e técnicas para a execução das propostas.
Para o secretário, a discussão sobre o futuro da ferrovia também precisa considerar os impactos provocados pela estrutura na rotina da população. “A gente precisa avaliar qual é o custo social de manter o trem passando por regiões como Palmeirinha e Borato, considerando, por exemplo, os acidentes, os impactos na mobilidade e os transtornos causados para quem vive nessas áreas. Quando se discute uma obra dessa dimensão, não dá para analisar apenas se ela é economicamente viável ou não. É preciso colocar na conta também os impactos sociais e os riscos para a população, porque a ferrovia atravessa a cidade e interfere diretamente na vida das pessoas”, finalizou.
O leilão da nova concessão da Malha Sul ferroviária está previsto para ocorrer em março de 2027, com audiências públicas agendadas para o final de 2026. O atual contrato com a Rumo Malha Sul termina em fevereiro de 2027.
Secretaria acompanha avanços do novo contorno rodoviário
A secretaria também acompanha os desdobramentos do novo contorno rodoviário, especialmente em relação aos impactos que a nova rodovia poderá provocar nos atuais trechos urbanos. Apesar do avanço nas discussões, com o traçado já delimitado, o Município avalia que ainda há questões importantes a serem definidas.
Para Honesko, uma das preocupações está relacionada à possibilidade de transferência desses trechos para o Estado ou para o próprio Município. Segundo ele, a mudança poderia criar dificuldades para a gestão das vias, já que a implantação do novo contorno não deve retirar de forma imediata todo o fluxo de veículos pesados. “Isso poderia trazer uma dificuldade de gestão, porque não é de um dia para o outro que os caminhões vão sair desses trechos urbanos. A gente vai continuar tendo fluxo por causa dos serviços e dos prestadores de serviço que percorrem ao longo dessas vias”.
Gestão busca modernizar o transporte público
A secretaria também é responsável pela administração do transporte público de Ponta Grossa. Segundo Honesko, a gestão conseguiu avançar com melhorias previstas para a próxima concessão ainda no atual contrato, como o novo sistema de bilhetagem, implantação do transporte rural e a renovação da frota. Neste ano, foram 55 novos ônibus em circulação, sendo cinco superarticulados e também foram instalados mais de 50 novos pontos de ônibus. Outra conquista foi a implantação de quatro passagens diárias no Passe Livre estudantil. No entanto, devido ao benefício a tarifa foi reajustada de R$ 5 para R$ 6.
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