Investigação sobre suposto abuso em escola de PG ganha novos elementos
Os advogados Fernando Madureira e Herculano Abreu Filho, representantes da professora, afirmam que não há elemento concreto que comprove a violência contra a criança dentro do ambiente escolar

A investigação conduzida pelo Nucria de Ponta Grossa sobre uma denúncia de suposto abuso sexual envolvendo uma criança de 3 anos, aluno de uma instituição particular de ensino da cidade, ganhou novos elementos após os depoimentos prestados por professoras e pela direção da escola.
O caso teria ocorrido no dia 27 de agosto e, desde então, vem sendo apurado pelas autoridades policiais. Nesta terça-feira, três professoras e a diretora da instituição foram ouvidas, apresentando informações que, segundo a defesa de uma das educadoras, colocam em dúvida as acusações de negligência direcionadas contra a profissional e reforçam a necessidade de uma investigação técnica, cautelosa e livre de julgamentos precipitados.
De acordo com os advogados Fernando Madureira e Herculano Abreu Filho, representantes da professora acusada por familiares da criança de supostamente ter sido negligente, os depoimentos prestados foram esclarecedores.
Segundo relatado pelas educadoras, no dia 27 de agosto a criança teria cumprido normalmente sua rotina dentro da escola, sem apresentar comportamento ou situação que pudesse indicar a ocorrência de qualquer irregularidade enquanto permanecia sob os cuidados da instituição.
Madureira afirmou que, até o momento, não foi apresentado elemento concreto capaz de demonstrar que eventual violência contra a criança tenha ocorrido dentro do ambiente escolar ou durante o período em que ela permanecia sob os cuidados da professora.
Conforme declarado à autoridade policial, no dia 11 de agosto — 16 dias antes do suposto episódio — a professora percebeu uma lesão nas nádegas da criança.
A situação chamou a atenção das educadoras a ponto de a ocorrência ter sido registrada na agenda escolar e comunicada à mãe. Além disso, uma fotografia da lesão teria sido feita pelas profissionais.
No dia seguinte, a genitora teria informado que se tratava de uma “assadura”. As professoras, contudo, teriam considerado que o aspecto da lesão não se assemelhava a uma assadura comum. A fotografia e as informações referentes ao episódio foram entregues à autoridade policial para que a circunstância também seja apurada.
Madureira disse, que o fato de a própria professora ter identificado uma lesão anterior, registrado formalmente a situação, comunicado a responsável pela criança e preservado uma fotografia demonstra uma postura de atenção e cuidado, incompatível, em princípio, com a acusação leviana de negligência que passou a ser direcionada contra a profissional.
Madureira afirmou que; “se houve algum tipo de violência contra essa criança, o fato é gravíssimo e precisa ser esclarecido. O que não se pode admitir é que uma professora seja acusada de negligência sem prova, exposta publicamente, ofendida e até ameaçada de morte antes mesmo da conclusão da investigação”.
Com informações de Assessoria de Imprensa.
Leia o resumo da notícia
Investigação segue em andamento: o Nucria de Ponta Grossa apura uma denúncia de suposto abuso sexual contra uma criança de 3 anos. Nesta terça-feira, três professoras e a diretora da instituição foram ouvidas.
Depoimentos e lesão anterior: segundo a defesa de uma das professoras, os relatos indicam que a criança teria seguido normalmente a rotina escolar no dia 27 de agosto. As educadoras também relataram que, em 11 de agosto, identificaram uma lesão nas nádegas da criança, registraram o fato na agenda, comunicaram a mãe e fizeram uma fotografia, que foi entregue à polícia.
Defesa pede cautela: os advogados afirmam que, até o momento, não há elemento concreto que comprove que eventual violência tenha ocorrido na escola. A defesa também condenou ameaças e exposição pública da professora, ressaltando que a investigação deve esclarecer os fatos antes de qualquer conclusão.





















