500 bombeiros participam do maior treinamento de combate a incêndios florestais
Atividade começou na segunda (24) e segue até sexta-feira (28), reunindo alunos dos cursos de Formação de Praças (CFP) e de Formação de Oficiais (CFO), no Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa

Cerca de 500 bombeiros militares em formação participam, nesta semana, de um treinamento prático de prevenção e combate a incêndios florestais, no Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa. Promovida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), a atividade começou na segunda (24) e segue até sexta-feira (28), reunindo alunos dos cursos de Formação de Praças (CFP) e de Formação de Oficiais (CFO) de todas as unidades do CBMPR distribuídas pelo Estado. É a maior turma a participar do Campo de Instrução de Prevenção e Combate a Incêndio Florestal da corporação.
A capacitação integra a formação dos futuros bombeiros e permite que os alunos coloquem em prática conhecimentos de prevenção e combate em um ambiente de vegetação natural. Durante o treinamento, eles recebem instruções e participam de atividades práticas envolvendo construção de linhas de defesa, técnicas de combate, queimas controladas e organização das equipes para atuação em ocorrências florestais.
O exercício também conta com o emprego do helicóptero Arcanjo 01, equipado com helibalde de 550 litros de água, e de um avião de combate a incêndio, disponibilizado por meio de parceria com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec).
O treinamento com alunos de diferentes regiões do Paraná também permite estabelecer uma base comum de preparação para os profissionais que, após concluírem a formação, serão distribuídos pelas unidades da corporação em todo o Estado.
“Essa é uma oportunidade para que os alunos tenham contato com uma situação prática em um ambiente de vegetação real e desenvolvam técnicas e procedimentos que poderão ser utilizados em ocorrências reais. Como temos participantes de todas as unidades do Paraná, conseguimos proporcionar uma mesma base de conhecimento e preparação, fortalecendo a capacidade de resposta da corporação nas diferentes regiões do Estado”, explica a major Luisiana Guimarães Cavalca, uma das instrutoras da atividade.
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MANEJO DO BIOMA
O treinamento envolve uma queima planejada e controlada, em área autorizada pelo Instituto Água e Terra (IAT). Ao todo, aproximadamente 40 hectares serão manejados com emprego do fogo. A atividade também contribui para a manutenção do bioma dos Campos Gerais, com ações voltadas à redução de material vegetal e ao controle de espécies exóticas que não são características da região. Dessa forma, o trabalho durante o campo de instrução alia a capacitação operacional dos bombeiros ao manejo da vegetação do parque.
INCÊNDIOS EM VEGETAÇÃO
A instrução dos bombeiros também integra a Operação de Combate a Incêndios Florestais (OPCIF) 2026, iniciada em junho e que encerra em outubro. Embora o termo “incêndio florestal” remeta às áreas de floresta, a classificação também abrange incêndios não planejados ou fora de controle que atingem diferentes tipos de vegetação, como florestas nativas ou plantadas, pastagens, capoeiras e campos. As ocorrências podem provocar impactos ambientais e econômicos, além de representar riscos à saúde e à segurança da população.
Os dados do CBMPR mostram que de janeiro a 17 de agosto deste ano, foram registradas 2.764 ocorrências de incêndios em vegetação no Paraná. Os terrenos baldios concentram 46% dos registros, com 1.265 ocorrências, seguidos por capoeiras (547), pastagens (377), campos de vegetação nativa (271) e outras áreas (304).
PREVENÇÃO
As condições climáticas influenciam diretamente o comportamento dos incêndios, mas a ação humana também tem papel importante na origem e na propagação do fogo. Por isso, a prevenção é fundamental.
“Quando falamos em incêndio em vegetação, os danos se estendem desde o meio ambiente até prejuízos econômicos, sociais e o risco à vida, como acidentes em estradas, pois a fumaça diminui a visibilidade, entre outras consequências graves”, afirma a major Luisiana.
O uso inadequado do fogo também pode resultar em responsabilização criminal. Provocar incêndio em floresta ou nas demais formas de vegetação é crime ambiental, com pena de reclusão de dois a quatro anos e multa. Na modalidade culposa, a legislação prevê detenção de seis meses a um ano e multa.
“É fundamental redobrar cuidados quanto ao uso do fogo, fazer a destinação correta de restos de materiais vegetais, lixo e móveis, sem utilizar queimadas para eliminar esses resíduos. Na área rural, é essencial manter aceiros e áreas de separação de vegetação, reduzindo os riscos de propagação dos incêndios”, orienta a major.
CONFIRA UM RESUMO DA NOTÍCIA:
- Cerca de 500 bombeiros em formação participam de treinamento no Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, com atividades práticas de prevenção e combate a incêndios florestais.
- A capacitação inclui técnicas de combate, construção de linhas de defesa, queimas controladas e uso de aeronaves, preparando futuros bombeiros para atuar em ocorrências em diferentes regiões do Paraná.
- O treinamento integra a Operação de Combate a Incêndios Florestais 2026 e também contribui para o manejo do bioma dos Campos Gerais, enquanto o Paraná já registrou 2.764 ocorrências de incêndios em vegetação neste ano.
























