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Incentivo à apicultura: ‘Jardins do Mel’ chegam a 26 Escolas, CMEIs e entidades de PG

Realizado desde 2024, programa da Prefeitura de Ponta Grossa reúne 125 produtores

CMEI Padre Lívio, na Vila DER, é um dos locais que recebe as colmeias do 'Jardins do Mel'
CMEI Padre Lívio, na Vila DER, é um dos locais que recebe as colmeias do 'Jardins do Mel' -

Publicado por Lucas Veloso

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A cada ano, o programa Jardins do Mel amplia suas atividades em Ponta Grossa. Realizada pela Prefeitura de Ponta Grossa, por meio das Secretarias Municipais de Educação e Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a iniciativa busca incentivar a apicultura e ao mesmo tempo auxiliar as crianças da Rede Municipal de Ensino no aprendizado e cuidado com o meio ambiente. Entre Escolas, CMEIs e entidades sociais, 26 locais contam com unidades do programa.

Cada unidade do ‘Jardins do Mel’ recebe um meliponário com duas colmeias de mandaçaia, uma abelha nativa sem ferrão; a criação e manejo das abelhas é feito por cerca de 125 produtores que vivem em 10 localidades diferentes na área rural de Ponta Grossa. Secretário de Agricultura, Izaltino Cordeiro dos Santos explicou como foi feita a implantação do programa. “Em parceria com o Senar, os produtores receberam treinamentos sobre criação e manejo das abelhas sem ferrão, com o propósito de diversificação de renda e resgate das abelhas nativas. Após o curso, cada produtor recebeu uma colmeia para iniciar a criação na sua propriedade”, detalha.

As atividades, iniciadas em 2024, hoje integram o ‘Poliniza Ponta Grossa’, programa previsto em Lei Municipal e que busca promover a educação ambiental, preservação da biodiversidade e equilíbrio ecológico. “A cada novo lançamento, vemos a empolgação das crianças ao conviver com as colmeias e entender o papel fundamental das abelhas na manutenção dos ecossistemas”, conta Joana D’Arc Panzarini Egg, secretária municipal de Educação.

“Nossos professores têm explorado as colmeias em atividades práticas que envolvem desde o estudo da biodiversidade até oficinas de fabricação de velas de cera de abelha”, completa Panzarini, destacando ainda que a iniciativa amplia o aprendizado ao oferecer uma abordagem transversal, que conecta biologia, sustentabilidade e respeito à vida.

Criatividade e cuidado na prática

Um dos espaços que recebe as colmeias do ‘Jardins do Mel’ é o CMEI Padre Lívio Bosetti, na Vila DER, onde diversas atividades são desenvolvidas com os alunos do Infantil IV e V. “As crianças participaram ativamente desse processo, observando a instalação, acompanhando as transformações e realizando novas descobertas a partir das experiências vivenciadas. Foi possível constatar que essa experiência aproximou o conhecimento da realidade das crianças, favorecendo a investigação, a autonomia, a interação, a criatividade e o cuidado com a natureza, fortalecendo o protagonismo infantil e tornando as crianças participantes ativas de seu próprio processo de aprendizagem”, explica a professora Dalvive Querino.

“Observar a colmeia semanalmente, acompanhar seus movimentos e tentar compreender como elas vivem e produzem o mel tem transformado pequenas curiosidades em grandes aprendizagens. Mais do que aprender sobre as abelhas, estamos aprendendo a olhar para a natureza com mais cuidado, respeito e carinho. Como professora, fico muito feliz em acompanhar esse processo e ver o brilho nos olhos das crianças quando percebem algo novo”, relata a professora Elaine Felema.

Jardins do Mel em números

- 125 produtores parceiros;

- 52 colmeias em 26 Escolas, CMEIs e entidades.

Confira um resumo da notícia:

Programa chega a 26 locais: O Jardins do Mel está presente em 26 escolas, CMEIs e entidades sociais de Ponta Grossa, com meliponários de abelhas mandaçaia, espécie nativa sem ferrão.

Apicultura e educação ambiental: Cerca de 125 produtores rurais participam da criação e manejo das abelhas, com capacitação do Senar. A iniciativa também ajuda as crianças a aprender sobre biodiversidade, sustentabilidade e preservação ambiental.

Aprendizado na prática: As colmeias são usadas em atividades pedagógicas, como observação das abelhas, estudos sobre biodiversidade e oficinas com cera. Segundo professores, a experiência estimula a curiosidade, criatividade, autonomia e o cuidado com a natureza.

Com informações da assessoria de imprensa.

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