EIV impulsiona planejamento urbano e obras em Ponta Grossa | aRede
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EIV impulsiona planejamento urbano e obras em Ponta Grossa

Instrumento garante crescimento sustentável e mais qualidade de vida. Somados, os investimentos previstos ultrapassam R$ 69,9 milhões em apenas três anos

Ligação Cipa/Campo Belo e Cmei Vanessa Kubaski Maciel
Ligação Cipa/Campo Belo e Cmei Vanessa Kubaski Maciel -

Julia Sansana

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O acelerado crescimento de Ponta Grossa, impulsionado pela expansão industrial, logística e imobiliária, tem exigido cada vez mais mecanismos capazes de conciliar desenvolvimento econômico com qualidade de vida. Nesse contexto, o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) vem se consolidando como uma das principais ferramentas de planejamento urbano do município, permitindo que novos empreendimentos contribuam diretamente para a melhoria da infraestrutura e dos serviços públicos.

Nos últimos anos, os números demonstram a relevância do instrumento para a cidade. Em 2024, foram aprovados R$ 20,49 milhões em investimentos vinculados a medidas compensatórias e mitigadoras definidas por meio dos EIVs. Em 2025, o valor chegou a R$ 33,5 milhões. Já em 2026, mesmo com o ano ainda em andamento, o montante aprovado alcança R$ 16 milhões. Somados, os investimentos previstos ultrapassam R$ 69,9 milhões em apenas três anos.

O Estudo de Impacto de Vizinhança é exigido para empreendimentos que possam provocar alterações significativas na dinâmica urbana. Seu objetivo é analisar previamente os reflexos dessas iniciativas sobre aspectos como trânsito, mobilidade, drenagem, equipamentos públicos, áreas verdes, infraestrutura urbana e qualidade de vida dos moradores do entorno.

A partir dessa análise técnica, são definidas medidas que buscam minimizar impactos e, ao mesmo tempo, gerar benefícios para a coletividade. Dessa forma, empreendimentos privados passam a colaborar diretamente com a ampliação da infraestrutura urbana necessária para acompanhar o crescimento da cidade.

Entre os exemplos mais emblemáticos dos últimos anos está a construção do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Vanessa Kubaski Maciel, localizado no Conjunto Campos Elíseos. A unidade foi viabilizada por meio das compensações estabelecidas no EIV do Residencial Vista Santa Paula, empreendimento desenvolvido pela Construtora Prestes.

Cmei construído popr meio do EIV
Cmei construído popr meio do EIV |  Foto: Divulgação/Prefeitura

A obra ampliou a oferta de vagas na educação infantil e proporcionou melhores condições de atendimento às famílias da região, demonstrando como os investimentos vinculados aos estudos podem resultar em benefícios diretos para a população.

Outro destaque é a ligação viária entre a Vila Cipa e o Residencial Campo Bello, criando uma nova conexão entre os bairros Oficinas e Cará-Cará. A intervenção incluiu a construção de uma ponte sobre o Arroio Olarias e foi executada pela Construtora Rottas como medida compensatória relacionada a empreendimentos da empresa.

A nova via trouxe impactos positivos para a mobilidade urbana da região, facilitando o deslocamento de moradores e ampliando as alternativas de circulação entre diferentes bairros da cidade. Como consequência, tornou-se possível a implantação de uma nova linha de transporte coletivo, reduzindo tempo de viagem e distâncias percorridas por usuários que se deslocam em direção à região central.

Também integra a lista de investimentos a duplicação da Rua Padre Arnaldo Jansen, no bairro Cará-Cará, executada pelo Mariano Atacadista. A intervenção fortaleceu um importante eixo de conexão com a Rua Siqueira Campos e o Contorno Leste, contribuindo para melhorar a fluidez do trânsito e preparar a infraestrutura viária para o aumento da circulação de veículos na região.

ligação viária entre a Vila Cipa e o Residencial Campo Bello
ligação viária entre a Vila Cipa e o Residencial Campo Bello |  Foto: Divulgação/Prefeitura

Instrumento otimiza e qualifica o crescimento de PG

Para o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Ponta Grossa (Iplan), Rafael Mansani, o modelo representa uma importante evolução na forma como o município administra seu crescimento.

Segundo ele, a integração entre o Iplan, órgãos públicos e entidades da sociedade civil permite identificar antecipadamente demandas que surgirão com a implantação de novos empreendimentos. Com isso, a administração municipal consegue planejar obras e adaptações de forma mais eficiente, contemplando áreas como mobilidade urbana, drenagem, equipamentos públicos e preservação de áreas verdes.

Mansani destaca que esse planejamento prévio reduz a necessidade de intervenções corretivas futuras, que normalmente apresentam custos mais elevados e menor eficiência para o poder público. Além disso, fortalece a capacidade do município de acompanhar o ritmo de expansão urbana sem comprometer a qualidade dos serviços oferecidos à população.

Análise técnica é fortalecida com a lei

Outro aspecto apontado pelo presidente do Iplan é o fortalecimento da análise técnica nos processos de licenciamento. De acordo com ele, a participação institucional amplia a transparência, gera maior segurança jurídica e proporciona mais previsibilidade para investidores, empreendedores e para o próprio município.

Na prática, isso significa que o crescimento econômico deixa de ocorrer de forma desordenada e passa a ser orientado por critérios técnicos que consideram a capacidade da infraestrutura existente e as necessidades futuras da cidade.

Mais do que um simples instrumento de avaliação, o EIV tem se transformado em uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento urbano de Ponta Grossa. Ao estabelecer responsabilidades compartilhadas entre o setor público e a iniciativa privada, o mecanismo contribui para que a expansão da cidade aconteça de maneira equilibrada, sustentável e planejada.

Confira o resumo da notícia

O papel estratégico do EIV: Diante do rápido crescimento industrial, imobiliário e logístico de Ponta Grossa, o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) consolidou-se como uma ferramenta essencial de planejamento urbano. Ele analisa previamente os impactos de grandes obras na dinâmica da cidade (como trânsito, drenagem e áreas verdes) para garantir que o desenvolvimento econômico caminhe junto com a qualidade de vida.

Investimentos milionários e benefícios práticos: Entre 2024 e 2026, as medidas compensatórias e mitigadoras dos EIVs viabilizaram mais de R$ 69,9 milhões em investimentos privados para a infraestrutura pública. Na prática, esses recursos resultaram em melhorias diretas para a população, como a construção do CMEI Vanessa Kubaski Maciel, a duplicação da Rua Padre Arnaldo Jansen e a criação de uma nova ligação viária (com ponte) entre os bairros Oficinas e Cará-Cará.

Crescimento planejado e segurança jurídica: Segundo o Iplan, o modelo otimiza a expansão urbana ao antecipar demandas e evitar gastos futuros com obras corretivas. Além disso, o fortalecimento da análise técnica e a parceria entre o setor público e a iniciativa privada trazem transparência, segurança jurídica para os investidores e garantem que a cidade cresça de forma ordenada, sustentável e equilibrada.

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