Sindserv aprova estado de greve; paralisação total pode ocorrer no fim do mês em PG | aRede
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Sindserv aprova estado de greve; paralisação total pode ocorrer no fim do mês em PG

A partir de amanhã (16), a categoria entra em estado de greve, com mobilização

Os servidores pedem reajuste de 15% sobre as tabelas salariais e aumento de 50% no vale-refeição
Os servidores pedem reajuste de 15% sobre as tabelas salariais e aumento de 50% no vale-refeição -

Iolanda Lima

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O Sindicato dos Servidores de Ponta Grossa (Sindserv) anunciou estado de greve após aprovação por unanimidade em assembleia realizada nesta quarta-feira (15). A categoria aguarda resposta da Prefeitura até o dia 20 de abril. Caso a administração municipal não se manifeste, a greve será oficializada no dia 22 e a paralisação total dos serviços começa no dia 27.

Os servidores pedem reajuste de 15% sobre as tabelas salariais e aumento de 50% no vale-refeição. A partir desta quinta-feira (16), a categoria entra em estado de greve, o que significa mobilização entre a categoria, mas ainda sem interrupção dos serviços. Na última quarta-feira (8), servidores se reuniram em frente à Prefeitura para cobrar as melhorias salariais.

POSICIONAMENTO DA PREFEITURA

Na semana passada, Prefeitura de Ponta Grossa já havia informado ao jornalismo do Grupo aRede que a revisão da data-base está garantida em Lei Municipal e será realizada no mês de maio.

O Executivo também destacou que 4.527 servidores já tiveram a data-base de 2026 resolvida em janeiro, em função de alterações em leis municipais e federais. O grupo inclui professores (3.393 contratos), condutores (203) e técnicos administrativos (931).

Conforme o governo municipal, para definir o reajuste é necessário aguardar a variação da inflação entre 1º de maio de 2025 e 30 de abril de 2026. O índice deve ser divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre os dias 7 e 10 de maio.

Confira a nota da Prefeitura de Ponta Grossa na íntegra:

"Importante esclarecer que referente a Data Base, as reposições anuais estão garantidas em Lei Municipal, que prevê o mês de maio de cada ano.

Portanto, para que possamos analisar a recomposição salarial, precisamos no mínimo ter conhecimento da variação da inflação do período, de 01 de maio de 2025 a 30 de abril de 2026. Esta informação teremos através do IBGE, e deverá ser publicada entre os dias 7 a 10 de maio de 2026.

Porém, tendo em vista alterações em Leis Municipais e Federal, 3 (três) categorias já tiveram suas reposições de data base no mês de janeiro de 2026, sendo elas: Professores 3.393 contratos, Condutores 203, e Técnicos Administrativos 931, somando um total de 4.527 servidores, ou seja 56,28% dos 8.043 efetivos já tiveram a data base de 2026 resolvida.

Vale registrar também que pelo respeito que temos pelos nossos servidores, desde 2021, diversos avanços foram concedidos aos servidores públicos municipais, dentre eles podemos destacar: Pagamento do Piso Nacional na totalidade e não como complemento a todos os Professores da rede, pagamento do Piso Nacional a Enfermeiros, Técnicos e Auxiliar de Enfermagem, a criação do Vale Refeição hoje em R$ 600,00 mensal, pago para 8.299 servidores, que representa uma despesa anual de 59 milhões, e ainda a implantação do Plano de Cargos e Salários a 100% dos servidores concursados, além de outras vantagens pecuniária ou não as categorias.

Diante do atual cenário de receita pelo qual passa o Município, perdas de Receita de IPVA, Imposto de Renda, FPM e FUNDEB, o Governo Municipal estará nas datas bases cumprindo rigorosamente com o que define as Leis Municipais, ou seja, fazendo a recomposição inflacionária com base na variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com exceção das categorias que já tiveram tal benefício em janeiro do corrente ano.

Na atual conjuntura não há como o Município atender à solicitação da Entidade Sindical de 15% sobre as Tabelas Salariais e outros benefícios e 50% de aumento no Vale Refeição, até porque tais percentuais ficam muito acima dos índices inflacionários".

O Portal aRede pediu um novo posicionamento da Prefeitura sobre a decisão da assembleia. Até o fechamento desta matéria ainda não obteve retorno.

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