Câmara de PG vai aos bairros para reduzir isolamento institucional
Entre as principais iniciativas está o Programa “Câmara nos Bairros”, que leva sessões e atividades do Legislativo para todas as regiões da cidade
Publicado: 23/01/2026, 15:22

A sensação de isolamento do Legislativo em relação à realidade dos bairros sempre foi uma crítica recorrente feita pelo cidadão à Câmara Municipal de Ponta Grossa. Para reduzir essa distância, a instituição passou a ampliar ações presenciais e mecanismos de escuta direta da população, buscando compreender de forma mais concreta as demandas locais.
A presença itinerante permite identificar necessidades específicas de cada região e avaliar como decisões legislativas impactam diferentes comunidades. Essa aproximação contribui para evitar que o debate público fique restrito ao ambiente institucional e distante do cotidiano da população.
Entre as principais iniciativas está o Programa “Câmara nos Bairros”, que leva sessões e atividades do Legislativo para todas as regiões da cidade. Em 2025, foram realizadas 4 edições em bairros diferentes, criando espaços diretos de diálogo entre vereadores, técnicos da Câmara e moradores. A proposta é ouvir demandas, esclarecer dúvidas e aproximar o funcionamento do Legislativo da realidade local. Em 2026, a iniciativa será ampliada com o “Câmara na Roça”, que garantirá a execução de sessões legislativas nos três distritos de Ponta Grossa.
Outra frente de atuação é o Programa “Câmara Jovem”, voltado à aproximação com estudantes e jovens do município. Em 2025, cinco sessões foram realizadas, permitindo que os alunos conhecessem o funcionamento do Legislativo e participassem de debates sobre temas de interesse público. Para este ano, a previsão é multiplicar o programa, com atuação direta junto a comunidades e instituições de ensino.
Além disso, a Câmara tem promovido audiências públicas constantes e fortalecido o relacionamento institucional, com visitas técnicas a entidades públicas e representantes da sociedade civil organizada, como associações, conselhos, sindicatos e instituições de ensino. O objetivo é criar canais permanentes de diálogo e troca de informações sobre demandas e projetos em discussão.
Segundo o presidente da Câmara, Julio Küller, a escuta ativa é uma necessidade operacional para melhorar a qualidade das decisões. “Decisões tomadas sem conhecer a realidade local tendem a gerar insatisfação e desconfiança”, afirma.
As ações presenciais complementam os canais digitais e ampliam as formas de participação, alcançando cidadãos que não acompanham o Legislativo por meios eletrônicos. Para este ano, a Câmara prevê a ampliação dos programas, com maior presença nas comunidades, escolas e entidades representativas.




















