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Após dois anos, procissão da padroeira volta a acontecer em PG

Muita emoção tomou conta da carreata e procissão que atraíram milhares de pessoas no feriado

A procissão em honra a Nossa Senhora Aparecida começou há cerca de 38 anos
A procissão em honra a Nossa Senhora Aparecida começou há cerca de 38 anos -

Da Redação

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A emoção de um reencontro que não acontecia há dois anos. Lágrimas, fervor e vontade de caminhar junto com a imagem da Mãe Aparecida foi o que se viu, ontem (12), pelas quadras da Avenida Dom Pedro II, no Bairro Nova Rússia, em Ponta Grossa. E não importava se descalço, de cadeira de rodas ou amparados por muletas. Os devotos enfrentaram até a ameaça da chuva e foram para as ruas, demonstrar sua fé. O bispo Dom Sergio Arthur Braschi e o reitor do Santuário Diocesano de Nossa Senhora Aparecida, padre Nelson Bueno da Silva, acompanharam os fiéis durante todo o trajeto.

Pela manhã, logo depois da missa das 10 horas, a imagem da santa foi levada a vários pontos da cidade. Dezenas de carros a seguiram. Como de costume, ao final, a santa foi deixada na capela do Hospital Bom Jesus. Eram 14h15, quando a multidão saiu caminhando, ao som de cânticos e das orações do terço. Muitos traziam nas mãos bandeirinhas com a imagem de Nossa Senhora ou vinham vestidos com camisetas, onde tinham estampada a santa. Idosos, casais, mães com crianças de colo, todos fazendo questão de expressar sua devoção. Marcelina Machado, de 61 anos, andava amparada pelas irmãs e as sobrinhas. Curvada e caminhando com dificuldade, auxiliada por uma bengala, a paroquiana da São Pedro Apóstolo contava orgulhosa que veio em todas as procissões. “Só nos dois últimos anos que não vim porque não teve. Esse ano, venho pedir a cura para essas minhas costas, que me doem demais”, segredava, ela que sofre do Mal de Parkinson há três anos.       

Já no santuário, os devotos foram acomodados na igreja, no pátio externo e no salão paroquial, onde foram montados telões. A missa solene, às 15 horas, foi celebrada por Dom Sergio. O bispo: lembrou a profunda espiritualidade mariana do povo. “Com o tempo da pandemia, estivemos impedidos de fazermos essas manifestações grandes públicas, mas, graças a Deus, este ano, conseguimos fazer de novo a procissão e a gente viu essas demonstrações de fé. Algumas pessoas, inclusive, falaram comigo no início da procissão, que vinham pedir graças para crianças hospitalizadas, para pessoas que estão precisando de saúde e outras bênçãos. É uma alegria, um momento grande de devoção voltarmos com nossa procissão”, festejava Dom Sergio.

Em sua homilia, o bispo citou o segundo turno das eleições presidenciais para dizer que precisamos construir um Brasil mais unido. “Esse momento das eleições tem provocado essa polarização muito grande, que divide a população. Nós precisamos encontrar um caminho de mais união, fraternidade e que possamos também sermos abençoados com mais prosperidade para toda a população. Não é fácil, porque o mundo vive uma crise que repercute no país. Esse tempo de pandemia e, agora, com a guerra na Europa, na Ucrânia, isto provoca reações em todos os países. Nós pedimos, suplicamos à Mãe Aparecida que continue intercedendo por todo o povo brasileiro para que possamos fazer a melhor escolha e contar também com a sabedoria daquelas pessoas que vão ser eleitas. Que Deus abençoe e ilumine! ”, rogou Dom Sergio.

Avaliação

O número de fiéis que participou da procissão se manteve na média do verificado nas edições pré-pandemia. Cerca de dez mil devotos ganharam às ruas, escoltados por viaturas e agentes da Guarda Municipal, que fechou a Avenida Dom Pedro II no sentido Hospital Bom Jesus – Paróquia/Santuário. Quem dirigia pela via em movimento contrário era orientado a reduzir a velocidade ao se aproximar do cortejo. Um carro de som também alertava as pessoas para a necessidade de caminharem pelas duas vias da pista que iam à igreja.   

O pároco da Paróquia São Sebastião e reitor do Santuário Diocesano de Nossa Senhora Aparecida, padre Nelson Bueno da Silva, reconhecia estar apreensivo. “Tenho o defeito de ser perfeccionista. E, ainda que o pessoal vá trabalhando, aquilo que a gente imagina, nem sempre acontece.  Acontece o que Deus e Nossa Senhora imaginam. Mas, faço uma avaliação muito positiva, desde o primeiro dia, dia 3, até hoje, dia 12, as novenas, as celebrações, todos ajudaram. Todos cuidando com carinho do seu santuário, porque o santuário é da Diocese não é do padre Nelson. E o objetivo é que o santuário seja conhecido cada vez mais”, ressaltou, comemorando que até a chuva parou na hora da procissão.

Ao final da missa, padre Nelson interpretou a canção ‘Cantando a minha fé’, composta por ele há aproximadamente cinco anos. “Antigamente, o retiro dos padres com o bispo era em Rondinha e, em um retiro desses, em determinado momento, eu comecei a escrever. Em cinco minutos a letra estava pronta. A melodia também é minha.  É ‘cantando a minha fé’ porque minha fé começou com Nossa Senhora; foi a primeira imagem que eu conheci. Não tinha outra”, recordou. A música está no postada no YouTube. Pode ser acessada pelo nome do padre. Para a postagem, padre Nelson recebeu ajuda de um grupo, que o auxiliou com o instrumental. Padre Nelson é musicista. Toca teclado, violão e sanfona.

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