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Moradores vão à Câmara e pedem ajuda contra novo aterro

Documento foi apresentado ao presidente da Comissão de Meio Ambiente do Poder Legislativo de Ponta Grossa

Residentes da região da Bocaina no gabinete do vereador Celso Cieslak (PRTB), nesta segunda-feira (10)
Residentes da região da Bocaina no gabinete do vereador Celso Cieslak (PRTB), nesta segunda-feira (10) -

Rodolpho Bowens

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Mobilizados contra a possível instalação de um novo aterro em Ponta Grossa, moradores da região da Bocaina estiveram, na tarde desta segunda-feira (10), na Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG), mais especificamente no gabinete do vereador Celso Cieslak (PRTB). Na ocasião, eles apresentaram um documento mostrando serem contrários ao novo empreendimento, estruturado pela Ambiental Campos Gerais Gerenciamento de Resíduos Ltda. O assunto ganhou ‘holofotes’ nos últimos dias, já que, segundo os moradores, não houve e/ou há uma discussão, nem publicidade, sobre o novo aterro – relembre o caso aqui.

Em contato com o Portal aRede, o parlamentar, presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Indústria, Comércio, Turismo e Meio Ambiente (CAPICTMA), afirmou que “a população que reside próximo (ao aterro) não quer que este empreendimento seja instalado no local”. Na última sexta-feira (7), o próprio vereador acionou o Instituto Água e Terra (IAT) e o Ministério Público do Estado do Paraná (MP-PR), solicitando a impugnação da audiência pública que apresentou o projeto aos moradores – mais detalhes aqui.

No documento, de 14 páginas, os moradores da Comunidade Rural São Lucas (Bocaina) relatam a maneira como a audiência pública foi conduzida pela empresa. Segundo eles, o banner, colocado horas antes do evento, também não mencionava o assunto da audiência. “À medida que foi apresentado o referido estudo, os moradores foram percebendo a magnitude do impacto ambiental e sociocultural para a região e os Municípios de Ponta Grossa e Carambeí”, explicam no documento, que conta com 23 questionamentos dos residentes daquele local.

Respostas

Após a audiência pública, o IAT* deu cinco dias (esgotados no último domingo (9)) para que os moradores apresentassem dúvidas sobre o empreendimento. Esses questionamentos, serão encaminhados ao IAT, que enviará, na sequência, para a empresa responsável pelo novo aterro. Com isso, a Ambiental Campos Gerais esclarecerá as dúvidas e enviará, novamente, ao IAT, que dará prosseguimento nos andamentos para a possível instalação do novo aterro.

Em contato com a assessoria de imprensa do empreendimento, foi comunicado ao Portal aRede que uma nova “reunião técnica” será realizada com os moradores, para que as dúvidas sobre o novo aterro possam ser sanadas. “Estamos aguardando o IAT nos oficiar. O local (do encontro) será próximo à comunidade/empreendimento”, garantiu a comunicação da empresa.

O Portal aRede também entrou em contato com a assessoria de imprensa do Instituto Água e Terra, para confirmar o seguimento da discussão. Quando houver um retorno, esta notícia será atualizada. Até o momento, mais de 600 pessoas assinaram o documento contra a instalação de um novo aterro em Ponta Grossa.

*atualização às 21h48, de 10 de outubro, explicando que os cinco dias para questionamentos foram apresentados pelo IAT e não pela Ambiental Campos Gerais.

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