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Corrida presidencial tem 11 candidatos com evidente polarização

Os candidatos Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lideram todas as pesquisas de intenção de voto e protagonizam atual cenário de polarização

Lula e Bolsonaro lideram as pesquisas.
Lula e Bolsonaro lideram as pesquisas. -

Da Redação

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A corrida ao Palácio do Planalto nas eleições deste ano conta com 11 candidatos a presidente da República. O primeiro turno do pleito acontece neste domingo, 2 de outubro, e um eventual segundo turno será disputado no dia 30 do mesmo mês. Além da presidência, estão em disputa os cargos de governador, senador, deputado federal e deputado estadual. 

Os números das pesquisas eleitorais para presidente apontam para uma estabilidade na polarização da preferência do eleitorado entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PL). Apesar da tendência, outros candidatos ainda tentam destaque nesta reta final das campanhas, caso de Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB), por exemplo. Além dos líderes de pesquisa, também estão na disputa os seguintes candidatos: Felipe D’Ávila (Novo), Soraya Thronicke (União), Vera Lúcia (PSTU), Padre Kelmon (PTB), Eymael (DC), Leonardo Péricles (UP) e Sofia Manzano (PCB). 

PESQUISAS ELEITORAIS 

De acordo com o último levantamento do instituto Datafolha, divulgado na quinta-feira (29), Lula ainda mantém as chances de vencer no 1º turno com 50% dos votos válidos, contra 36% do atual presidente Jair Bolsonaro. Para contabilizar os votos válidos, são excluídos os votos brancos, nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado final das eleições. Para vencer no 1º turno, o candidato deve receber, no mínimo, 50% dos votos válidos mais um.

Segundo o agregador de pesquisas desenvolvido pela CNN Brasil, o ex-presidente Lula aparece com 50,52% dos votos válidos, o que seria suficiente para vencer no 1º turno. Jair Bolsonaro, principal adversário, soma 35,78% dos votos validos segundo este levantamento. A plataforma é baseada nas pesquisas dos institutos Datafolha, FSB, Ideia, Ipec, Ipespe e Quaest, registradas no TSE. Neste sábado (1), véspera de eleição,  o instituto Ipespe/Abrapel, o Datafolha e o Ipec divulgarão suas últimas pesquisas antes do 1º turno. 

HISTÓRICO

Eleito presidente em 2018, Jair Bolsonaro busca a reeleição após ter sido deputado federal durante 27 anos. Agora, o atual chefe do Executivo nacional enfrenta, principalmente, a rejeição de mulheres, de moradores do nordeste e dos mais pobres (com até um salário mínimo), segundo pesquisa Ipec divulgada no último dia 26/09. Por outro lado, o presidente da República tem maiores taxas de aprovação entre pessoas com renda familiar de mais de cinco salários mínimos (52%) e entre os eleitores evangélicos (53%). 

Do outro lado, Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta o histórico de escândalos de corrupção desvendados durante os governos do PT. Os escândaalos culminaram, inclusive, na prisão de Lula em 2018. Mesmo assim, o petista tem a aprovação da maioria dos que moram no Nordeste e entre as famílias com renda mensal de um salário mínimo.

CIRO GOMES DISPUTA PELA QUARTA VEZ

O PDT lançou Ciro Gomes como candidato a presidente. É a quarta vez que ele concorre ao cargo. Em 2018, ficou em terceiro lugar no primeiro turno, com 12,5% dos votos. Ele também concorreu à Presidência em 2002 e 1998. Ciro Ferreira Gomes é advogado, professor universitário e vice-presidente do PDT. Ele conta com uma vasta carreira política: foi prefeito de Fortaleza, deputado estadual, deputado federal, governador do Ceará e ministro dos governos Itamar Franco (MDB) e Lula (PT). Nas Eleições 2022, Ciro tenta despontar como terceira via, ou seja, alternativa a Lula e a Bolsonaro. Para conquistar votos da centro-esquerda, o pedetista tem adotado uma estratégia de ataque, criticando fortemente o ex-presidente Lula. No entanto, a estratégia tem sido criticada por eleitores adeptos ao chamado voto útil. Ciro participa da disputa presidencial deste ano sem apoio de uma coligação em nível nacional.Sua vice é Ana Paula Matos.

SIMONE TEBET QUER LEVAR EXPERIÊNCIA DO SENADO

Simone Tebet é a candidata do MDB para a presidência da República. Ela terá o apoio do PSDB, Cidadania e Podemos. Tebet é advogada, professora, escritora e política brasileira, filiada ao Movimento Democrático Brasileiro. Atualmente, ocupa o cargo de senadora da República pelo estado de Mato Grosso do Sul. Foi a primeira mulher a disputar o comando do Senado, em 2021. Também foi a primeira parlamentar mulher a comandar a Comissão de Constituição e Justiça, a primeira vice-governadora de Mato Grosso do Sul e primeira prefeita de Três Lagoas (MS). Entre 2005 e 2010, foi prefeita de sua cidade natal, por dois mandatos. Deixou o cargo para ser vice-governadora de Mato Grosso do Sul e, de 2013 a 2014, foi secretária de governo até que, em 2015, foi empossada como senadora. Tebet ficou conhecida nacionalmente depois da atuação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado Federal, no ano passado

CANDIDATOS: 

Felipe D’Ávila é o nome escolhido pelo Partido Novo para a eleição 

Luiz Felipe D'Ávila é o candidato do Partido Novo à Presidência da República. D'Ávila é cientista político, filantropo e fundador do Centro de Liderança Pública. Também é fundador e publisher do VirtùNews, plataforma digital de jornalismo de dados, voltada à análises sobre política e economia, e editorialista do jornal O Estado de S. Paulo. Ex-PSDB, D'Ávila foi coordenador do programa de governo de Geraldo Alckmin (PSB), também ex-tucano, nas eleições presidenciais de 2018. Ele é um crítico ferrenho de Jair Bolsonaro e de Lula, e considera que ambos formaram governos "populistas de direita e esquerda". D’Ávila disputará a eleição presidencial deste ano sem alianças com outros partidos. Seu vice é Tiago Mitraud.

Senadora e advogada, Soraya Thronicke é a candidata do União

A senadora Soraya Thronicke foi lançada na disputa pela Presidência após a desistência de Luciano Bivar. Ela é vice-líder do governo no Congresso Nacional. Foi eleita pela primeira vez em 2018. Durante a CPI da Covid, a senadora se juntou aos críticos do governo, questionando, por exemplo, o uso de medicamentos sem eficácia para o tratamento da doença, além da demora para a compra de vacinas. Soraya disputará as eleições sem apoio oficial de outros partidos. Ainda assim, pelo tamanho da legenda, ela terá o quarto maior tempo de propaganda eleitoral gratuita em rádio e TV. A senadora se destacou nos debates com um tom crítico ao presidente Jair Bolsonaro, candidato que apoiou em 2018. Seu vice é Marcos Cintra.

Vera Lúcia é a aposta do PSTU na disputa à presidência da República

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) conta com a candidatura de Vera Lúcia ao Palácio do Planalto. Será a segunda vez que ela disputa a presidência pelo partido. Vera foi uma das fundadoras do PSTU, criado no início dos anos 1990 a partir de dissidências de outros partidos como o PT. O partido se autodefine como "socialista e revolucionário". Antes de entrar na carreira política, Vera Lúcia foi faxineira e costureira em Sergipe, estado onde iniciou sua militância. Ela participou da fundação do sindicato dos profissionais de costura da indústria calçadista do estado. Anteriormente, Vera Lúcia já se candidatou ao governo de Sergipe, à prefeitura de Aracaju e à Câmara dos Deputados. Sua vice é Kunã Yporã

Padre Kelmon é o nome do PTB após impugnação de Roberto Jefferson 

Após a Justiça Eleitoral negar o registro ao ex-deputado Roberto Jefferson, o PTB lançou o então vice e agora cabeça de chapa, Padre Kelmon, como candidato do partido a presidente da República. A sigla descreve seu representante como um 'homem cristão, conservador e de direita". Esta será a primeira eleição disputada por Kelmon, que já teve seu registro como presidenciável aceito pelo TSE. Apesar de se autodenominar padre, Igreja Ortodoxa do Brasil nega que Kelmon seja sacerdote. 

Eymael, do Democracia Cristã, concorre pela  sexta vez à presidência

O fundador e atual presidente do Democracia Cristã é apresentado como candidato pelo partido para as eleições dete ano desde 2020. José Maria Eymael, mais conhecido por Eymael, foi um dos chamados constituintes da Constituição Federal de 1988. Empresário e advogado, com especialização em Direito Tributário, Eymael já disputou a Presidência outras cinco vezes. Ficou conhecido pelo jingle "Ey, Ey, Eymael, um democrata cristão", lançado em 1985, quando se candidatou a prefeito de São Paulo pela primeira vez.

Léo Péricles, do UP, é o único homem negro na disputa presidencial

Leonardo Péricles é o candidato do Unidade Popular pelo Socialismo. Ele é técnico em eletrônica e presidente nacional do partido de esquerda fundado em 2019. O partido mais novo do Brasil vai participar de sua primeira eleição para a Presidência da República com o único homem negro na disputa presidencial. Péricles mora em uma ocupação em Belo Horizonte e passou a vida militando em movimentos sociais. Sua chapa não tem apoio de outras siglas. Sua vice é Samara Martins.

Professora universitária, Sofia Manzano representa o PCB no pleito deste ano

O Partido Comunista Brasileiro (PCB) lançou a candidatura da professora universitária Sofia Manzano. Sofia é economista e professora. A candidata é docente da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e militante do Partido Comunista Brasileiro desde 1989. A candidata é economista formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), mestre em desenvolvimento econômico pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutora em História pela Universidade de São Paulo (USP)

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