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Especialistas alertam sobre parques de PG

Docentes da UEPG lembram situações que aconteceram em Ponta Grossa e pedem que locais tenham segurança.

Buraco do Padre é um dos locais que já apresentou desmoronamento de blocos.
Buraco do Padre é um dos locais que já apresentou desmoronamento de blocos. -

Rodolpho Bowens

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Docentes da UEPG lembram situações que aconteceram em Ponta Grossa e pedem que locais tenham segurança

A cidade de Ponta Grossa, e a região dos Campos Gerais, são repletas de pontos turísticos. Parque Estadual da Vila Velha, Buraco do Padre, Parque Estadual do Guartelá e Cannyon e Cachoeira do Rio São Jorge são alguns exemplos. E a segurança deles veio à tona após a tragédia que aconteceu na cidade de Capitólio (MG), no último sábado (8), a qual vitimou dez pessoas após a queda de um paredão de rocha. Como forma de alertar os perigos que existem aqui na região, e também para prevenir acidentes como o citado acima, dois professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), do Departamento de Geografia, expuseram o que pode ser feito para melhorar a segurança dos pontos turísticos.

Em artigo encaminhado ao Jornal da Manhã – acesse aqui para ler na íntegra, Isonel Sandino Meneguzzo, doutor em Geografia, afirmou que o Poder Público, e os proprietários dos parques, precisam ficar atentos. “Assim como em Minas Gerais, temos também aqui inúmeros paredões rochosos, esculpidos em rochas sedimentares que naturalmente sofrem com a ação das intempéries, tornando-as mais frágeis, e, consequentemente suscetíveis a desencadear algum tipo de processo natural”, explica.

Além disso, o especialista lembra que é preciso realizar “medidas efetivas, pautadas em critérios técnicos-científicos, objetivando que as visitas sejam seguras”, alerta. A fala de Isonel ganha ainda mais destaque após uma publicação do Observatório de Justiça e Conservação, que tem a autoria do doutor em Geologia Ambiental pela UEPG, Henrique Simão Pontes.

Segundo o geógrafo, no Parque Estadual de Vila Velha, em 2000, “um grande desmoronamento ocorreu em uma antiga trilha, o que ocasionou a interdição da passagem”. Além disso, ele cita uma situação no interior da Furna do Buraco do Padre, em 2010. “Um desmoronamento de vários blocos e matacões (fragmentos de rochas com mais de 25 cm). Por fim e a mais recente, em 2021, quando “um grande fragmento de rocha se desprendeu do teto do Abrigo Cassandoca, um sítio arqueológico” localizado em Ponta Grossa. Foram 15 metros cúbicos deslocados.

Evento propõe debate

A Sociedade Brasileira de Geologia (SBG) discutirá nesta sexta-feira (14), a partir das 18h, os diferentes aspectos relacionados à segurança desses pontos turísticos ao redor do Brasil. Com o tema “Riscos naturais e geoturismo: impactos, mitigação e sociedade”, o evento é aberto ao público e será transmitido por meio da página da SBG – clique aqui para acessar. Cinco especialistas na área estarão debatendo o assunto.

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