Movimento contra corrupção deve levar 8 mil às ruas

Liderado por associações comerciais e empresariais em todo o país, o movimento “Brasil mostra a sua garra” deverá levar mais de oito mil pessoas às ruas de Ponta Grossa nesse domingo (13). O protesto une vários movimentos da cidade e, de forma geral, pede a moralização da política nacional – os organizadores querem mostrar “apoio” ao trabalho do juiz federal Sérgio Moro no combate a corrupção.
Entre os organizadores do protesto, estão os movimentos ‘Vem pra rua PG’ e ‘Brasil Livre – Ponta Grossa’. Os grupos afirmam que o ato é “apartidário”, mas argumentam que não esperam a participação de grupos sociais e coletivos ligados ao setor da esquerda, entre eles o Movimento dos Sem Terra (MST) e militantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT). “Nossa pauta não inclui o processo de impeachment movido contra a presidente Dilma Rousseff (PT), mas as pessoas serão livres para se manifestar”, conta Edilson Gorte integrante do ‘Vem pra Rua PG’.
A Polícia Militar (PM) e a Guarda Municipal (GM) preparam um esquema especial de segurança para evitar possíveis confrontos ou tumultos – a estimativa é que mais de 100 PMs estejam no local, entre policiais fardados e à paisana. Os organizadores do evento esperam que mais de oito mil pessoas compareçam a concentração que será realizada na Praça dos Polacos, a partir das 15h.
“Estamos tendo uma aceitação muito grande nas redes sociais e esperamos presença maciça da população nesse domingo”, conta Amarildo Pramio, secretário da Acipg e membro do ‘Vem pra Rua’.
Com os novos acontecimentos da política nacional e o com o clima do debate subindo, a expectativa dos organizadores é que as manifestações contra a corrupção atinjam um grande número de pessoas. Os movimentos prepararam a confecção de uma faixa de mais de 40 metros de alturas – o objeto receberá frases e assinaturas em apoio a Sérgio Moro e depois será estendido em um guindaste. Além disso, os organizadores preparam um grupo de coreógrafos para incentivar a população durante o protesto.
“Cortina de fumaça”, diz sindicato
Mauro entende que os atos contra a corrupção são legítimos, mas estão servindo como uma “cortina de fumaça” quando debates importantes serão realizados em âmbito nacional. “Nós temos projetos que vão retirar vários direitos estabelecidos dos trabalhadores e isso está sendo esquecido em meio a tantas polêmicas”, pontuou Mauro. O sindicalista argumenta que em uma democracia “nova” como a nossa, o debate político deve ser feito para o amadurecimento das instituições..
CUT tem agenda paralela em “defesa da democracia”
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) terá uma agenda paralela aos movimentos contra corrupção. Alinhada ao Governo Federal, a CUT prevê um movimento regional nos Campos Gerais na próxima quinta-feira (17) e um ato nacional em Brasília no dia 31. Segundo Mauro César Carvalho, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Ponta Grossa e região, vê com tranquilidade os movimentos agendados para esse domingo. “A crítica e o debate fazem parte da democracia, o que nos preocupa é a politização do ato em si”, comentou Mauro.
Informações do Jornal da Manhã.





















