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Aliel Machado quer uma cidade mais justa

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Eleito vereador em 2012 e presidente do Legislativo Municipal durante dois anos, Aliel Machado recebeu uma votação expressiva ao se eleger deputado federal em 2014. Com uma carreira política iniciada no movimento estudantil, Aliel tem uma trajetória intensa – eleito para o Legislativo Municipal pelo PCdoB, atualmente o jovem de 27 anos está filiado à Rede Sustentabilidade. Em conversa com a reportagem do Jornal da Manhã e portal aRede, Aliel voltou a ressaltar a vontade de participar de um projeto que mude a cidade.

aRede: O que te motiva a disputar a eleição para o cargo de prefeito?
Aliel Machado: Minha vontade maior é apresentar um projeto sério para a cidade e que faça que superemos os problemas que temos atualmente. Mais que uma vontade pessoal é uma vontade de apresentar um projeto com um grupo político que faça essa diferença. Mais que a vontade individual é a vontade de participar de uma iniciativa viável, séria e que supere essas discussões políticas e esse debate negativo. Também quero superar esse marketing falso que tenta ser feito em Ponta Grossa para que tenhamos uma cidade mais justa socialmente e que possamos atender melhor os bairros com um desenvolvimento sustentável com o apoio do poder público.

aRede: Qual é a principal dificuldade que o próximo prefeito deverá enfrentar?
Aliel: A falta de planejamento anterior. Pra começar a executar você tem que planejar, isso demanda tempo. Em um município do tamanho de PG e com as demandas que temos, a maior dificuldade é saber organizar isso dentro de um planejamento financeiro do município. Nós temos uma cidade com quase oito mil funcionários públicos, uma extensão territorial bastante grande, problemas graves de falta de pavimentação nos bairros, problemas na estrutura da educação. São muitos os desafios e esse é o melhor momento para discutir e debater a cidade, é a hora de trazer as pessoas que tem conhecimento técnico para debater o munícipio e montar um plano de governo.

aRede: Qual o aprendizado que você trás da experiência como vereador e deputado?
Aliel: O mandato de vereador é um dos mais bonitos que existe, porque você está próximo da população e é o primeiro a ser procurado. Agora em Brasília além do tato político, como presidente da Câmara eu tive que aprender mais sobre o orçamento; primeiro porque eu também fui Poder Executivo, porque eu tinha um orçamento da Câmara e tinha que aplicar e fazer cortes, mas também aprendi muito da área técnica do município. Aprendi sobre as demandas e quais são as áreas estratégicas que tem investimento aquém do que mereciam, por exemplo. Também notei como é importante ter uma equipe técnica para fazer esse tipo de trabalho. Eu não fiz campanha para a presidência da Câmara e mesmo assim consegui montar uma equipe técnica, dando prioridade para cargos técnicos. Não fiz acordos político para me sustentar, eu me sustentei pelas ações. Foi um aprendizado político muito grande e hoje tenho uma militância politica que poucos tem, inclusive entre os que podem disputar essa eleição. A minha experiência é de quem praticamente nasceu, cresceu e ainda mora em um bairro humilde da cidade, tenho a bagagem de ter comandado um orçamento e não ter uma ação do Ministério Público contra a minha gestão na CMPG e de ter feito uma das maiores economias da história do Legislativo Municipal. Em Brasília estou tendo uma experiência muito importante, eu vejo o quanto o município perde quando não tem uma equipe técnica para buscar recursos e um bom transito político para resolver os problemas.

aRede: Qual sua opinião sobre a gestão financeira da cidade?
Aliel: Se o município der desculpa que os problemas financeiros da cidade acontecem por causa da crise, ele está sendo falacioso. Porque a arrecadação da cidade cresceu, mas ainda não é a ideal – PG ainda tem uma arrecadação pequena para o nosso tamanho. Esse ganho na arrecadação não ajudou nas finanças porque a Prefeitura criou novas despesas muito onerosas que não trazem benefício a população. Se você relembrar uma das primeiras atitudes do Marcelo Rangel foi criar mais de 100 cargos comissionados. Isso para atender e fazer acordos políticos. Isso é dinheiro público! Você faria isso na sua empresa?

aRede: Como está a articulação politica da Rede para as próximas eleições?
Aliel: Nós temos a intenção de fazer uma aliança programática – ela acontece em cima de um programa e não de um acordo político. Nós estamos conversando com figuras importantes que querem colaborar com a cidade, felizmente temos pessoas sérias e que querem contribuir. Nós temos uma conversa boa e avançada com o PMDB, temos uma conversa também com o PT, principalmente com militantes ligados ao setor universitário. Nós temos uma conversa adiantada com o PRB – eles tem um autocrítica a atual gestão. Nossa aliança é mais programática e a partir disso vamos ver quem se encaixa nessa proposta e que tem coragem de fazer um debate mais qualificado.

aRede: O que você mais salienta na sua caminhada política até aqui? 
Aliel: Eu acho que a esperança das pessoas em acreditar em algo que é novo e não tem amarra política. Meu maior sonho era ser vereador, apenas. Eu militei no movimento estudantil e fui tendo oportunidades. Mas a sorte que tive foi muito alinhada a coerência. Antes de ser presidente da Câmara eu fui convidado para ser secretário do Marcelo e se eu tivesse aceitado a minha trajetória politica seria completamente diferente – eu estaria me aliando por causa de cargo e não por acreditar em uma gestão. Pra mim é uma alegria ter 27 anos de idade e estar no nível de discutir o futuro da minha cidade. As pessoas fazem apostas olhando para a trajetória política de cada um e por isso a gente quer apresentar um projeto capaz de conquistar o coração das pessoas aqui da cidade.
Acho que PG tem condições de crescer muito mais. Mas o crescimento pelo crescimento nao é valido, temos que pensar que esse crescimento atinja todos. É importante que as pessoas participem desse debate e que nao caiam no discurso fácil da dificuldade. A política é o único caminho da transformação e da mudança.

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