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Superlotação em delegacias prejudica segurança na região

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André Packer

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A superlotação na carceragem das delegacias da 13º Subdivisão Policial traz um problema para a segurança dos Campos Gerais. Com constantes fugas de presos, e um recente motim em Castro, apenas duas de 16 delegacias não estão superlotadas. No total, as carceragens juntas poderiam abrigar 351 presos, porém 948 detentos ocupam as vagas.

Em Wenceslau Braz, por exemplo, são 80 presos para um espaço que deveria abrigar nove pessoas em uma situação ideal. Com isso, não só a situação dos detentos fica prejudicada como de toda a cidade. “Os policiais ficam cuidando dos presos, preocupados com a cadeia superlotada e acabam não fazendo a segurança na cidade”, explica o vice-presidente do Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol), Daniel Cortes.

Na Delegacia de Castro, os presos deflagraram um motim no último dia 25 e capturaram um agente penitenciário. Por mais de 16 horas o agente ficou refém dos detentos até a rebelião ser encerrada. Mesmo com transferência de detentos após o problema, o espaço mantêm 169 presos em um local para receber até 52 pessoas.

Não só as rebeliões, como as fugas tornaram-se rotina nas cadeias superlotadas da região. A Delegacia de Castro registrou três fugas durante 2015, totalizando 22 pessoas que fugiram. Telêmaco Borba, que abriga 218 presos em um espaço para 84, também registrou fuga de dois presos em 2015. Já a carceragem de Piraí do Sul, que abriga mais do que quatro vezes o número de presos que poderia receber, registrou duas fugas no ano anterior, o que totalizou 11 detentos nas ruas.

Em Ponta Grossa, a situação também pode ser notada. A carceragem da 13º Subdivisão Policial abriga hoje (03) 7 presos em um espaço para abrigar 4 pessoas.

Exceções

Apenas as cadeias de Sengés e Tibagi não apresentam superlotações na região. Em Sengés, quatro pessoas estão presas em um espaço para nove. Enquanto em Tibagi, são 22 detentos em um espaço que abriga 22 pessoas.

Obra parada

As obras de ampliação da Penitenciária Estadual de Ponta Grossa (PEPG), que poderiam aliviar a superlotação nas delegacias da região, estão paradas desde a metade de 2015. A Secretaria de Segurança Pública alega que o retorno das obras depende de uma avaliação do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Arapoti – 47 presos – espaço para 14

Castro – 169 presos – espaço para 52

Curiúva – 33 presos – espaço para 6

Imbituva – 39 presos – espaço para 7

Jaguariaíva – 125 presos – espaço para 94

Ortigueira – 47 presos – espaço para 10

Palmeira – 47 presos – espaço para 6

Piraí do Sul – 32 presos – espaço para 7

Ponta Grossa – 7 presos – espaço para 4

Sengés – 4 presos – espaço para 9

Siqueira Campos – 36 presos – espaço para 14

Teixeira Soares – 14 presos – espaço para 4

Telêmaco Borba – 218 presos – espaço para 84

Tibagi– 22 presos – espaço para 22

Tomazina – 28 presos – espaço para 9

Wenceslau Braz – 80 presos – espaço para 9

*As informações são do sistema Mapa Carcerário. O sistema do Depen considera municípios como Tomazina e Wenceslau Braz na mesma região de abrangência de Ponta Grossa. No entanto, existem municípios da região dos Campos Gerais que não estão cadastradas no sistema.

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