Elizabeth ressalta problemas de caixa e aposta na criatividade | aRede
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Elizabeth ressalta problemas de caixa e aposta na criatividade

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Filiada a partidos políticos a mais de 30 anos, Elizabeth Schimidt atualmente preside o PSB em Ponta Grossa e é cotada para ser candidata da legenda ao Poder Executivo em 2016 – nas três décadas de vida pública, Elizabeth só foi filiada ao PSB e ao Democratas (DEM). Responsável atualmente pelas secretárias de Administração e Recursos Humanos, Elizabeth recebeu a reportagem do Jornal da Manhã e portal aRede para falar sobre as próximas eleições.

Secretária de Cultura e Turismo durante os dois mandatos de Pedro Wosgrau Filho (PSDB), Schimidt ressalta a experiência adquirida no cargo. Além disso, Schimidt já foi candidata à vice-prefeita em 2000 na chapa do empresário Carlos Tavarnaro (PSDB), disputou a eleição de 2002 como suplente de senadora e em 2014 concorreu ao cargo de deputada federal. Elizabeth confirmou o interesse de ser candidata à prefeita em 2016 ou mesmo ocupar o cargo de vice. Com a entrevista de Elizabeth Schimidt, o JM abre a série com os pré-candidatos às eleições de 2016.

aRede: Como surgiu o seu interesse pela política?
Elizabeth Schimidt: Eu estudei a minha vida inteira uma ciência que analisa a sociedade e nos encaminha a participação e a não só passar pela vida, mas fazer a diferença nela. Por isso acredito que nós não podemos dizer que não gostamos de política, dizer que política é pra homem. Sempre incentivei meus alunos a se comprometerem e fazerem sua parte na vida política, por isso eu tinha que dar exemplo aos meus alunos e resolvi me envolver. Por sorte o meu sogro já era uma pessoa que gostava muito de política e eu me engajei através dele. Desde que fui convidada a me filiar a um partido eu disse sim e a política se tornou a minha vida.

aRede: Do que depende sua candidatura em 2016? A senhora pensa em tentar se eleger para o Legislativo?
Elizabeth: A partir do momento que você está nessa roda vida, o meu nome está à disposição do partido para ser prefeita ou vice. Se eu quisesse ser vereadora, você acha que eu não teria sido? Eu nunca tive vontade de me eleger para a Câmara. Lá existe uma “briga caseira” na que me incomoda um pouco, eu sou uma pessoa que integra e por isso eu não tenho interesse em ser vereadora. O meu nome está aí e o diretório vai decidir o que vamos fazer.

aRede: Qual é sua relação com o prefeito Marcelo Rangel?
Elizabeth: Hoje eu sou secretária do Governo Marcelo Rangel e acredito que toda essa tramitação para escolher nomes é complicada demais. Atualmente temos uma coligação com o Rangel e eu nem era do partido ainda quando essa coligação aconteceu. Tenho uma relação de confiança com o Prefeito e voltei ao poder público porque meu partido exigiu que eu estivesse participando da vida pública. Independente do partido eu acho que tenho que fazer alguma coisa pela minha cidade.

aRede: O que te motiva a voltar a disputar a Prefeitura?
Elizabeth: Quem não tem vontade de ser prefeito de Ponta Grossa? Vivemos em uma cidade pujante e vibrante, isso cativa qualquer um e ainda temos muito o que fazer pela cidade. Hoje estou dentro do Paço Municipal e estou fazendo tudo que posso para colocar a Prefeitura, de uma vez por todas, no século XXI. Tem muita gente que tem vontade de ser prefeito dessa cidade, mas ainda tem muita coisa para acontecer.

aRede: A senhora integra a atual administração. A partir desse olhar interno, qual será a principal dificuldade do próximo prefeito?
Elizabeth: As dificuldades são inúmeras, eu acredito que são as mesmas de uma cidade pequena, só que nas proporções de Ponta Grossa. Existem problemas de Recursos Humanos, Financeiros e Orçamentários muitos sérios, principalmente com a crise que estamos vivendo. Diante da dificuldade nós precisamos ter criatividade. Temos exemplos no Brasil inteiro de municípios que estão devendo muito, mas enxergo que aqui em Ponta Grossa estamos nos salvando. A gente não pode ficar sentado na cadeira esperando as coisas acontecerem, você tem que ser movido por um projeto de uma cidade melhor e o trabalho tem que ser incansável.

aRede: Qual é o melhor caminho para uma gestão pública de sucesso?
Elizabeth: Acredito que é numa gestão compartilhada e colegiada que conseguimos resolver os problemas. Isso porque são muitas cabeças pensando nos Conselhos Municipais e nas audiências públicas. Ouvir é respeitar e isso é importante. Nós tivemos coragem de abrir as portas para a população e acredito que é por aí o sucesso de uma gestão pública. Nós temos que mostrar o porquê das coisas, o porquê das escolhas. Um dos pontos mais fortes de uma gestão é ter planejamento e ser transparente.

aRede: Temos mudanças importantes quanto ao financiamento das campanhas. Como a senhora prevê a próxima eleição nesses moldes?
Elizabeth: Achei essas mudanças maravilhosas porque não vai ser o poder econômico que vai determinar quem vai ganhar a eleição, vai ser a avaliação de propostas de cada candidato. O melhor de tudo é o tempo de campanha que vai ser bem curto e isso vai evitar vários problemas sérios em uma campanha longa.

aRede: Quais são os principais desafios que Ponta Grossa deverá enfrentar nos próximos anos?
Elizabeth: Eu acredito que existem problemas crônicos da cidade que estão sendo resolvidos e existem outros que surgem todo dia. O Mercado Municipal, o Matadouro e o Centro Agropecuário são problemas que já existiam e que a atual gestão está tentando resolver, cada um dá a sua contribuição. Eu não quero morrer sem ver o Mercadão Municipal funcionando, é um espaço valioso para a cidade, fica no coração de Ponta Grossa. Estamos trabalhando muito para viabilizar aquele espaço através de uma parceria público-privada (PPP).

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