Jovem que ficou paraplégico encontra médica que o salvou

Dois anos e meio depois de levar um tiro e ficar paraplégico, Felipe Passos reencontrou a médica Angela Christina Bastos Ramos, quem o socorreu e o devolveu a vida. Os dois ficaram lado a lado num dos eventos em comemoração aos 10 anos de operacionalização do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), em Ponta Grossa. O rapaz, muito emocionado, fez um agradecimento público a ela e a todas essas pessoas que se doam, sem limitações, para salvar vidas todos os dias.
“Dois anos e meio depois de o Samu receber a informação e fazer meu atendimento imediato, sendo vítima de ferimento por arma de fogo, venho agradecer e homenagear, em especial, uma das pessoas abençoadas que esteve lá na ocorrência e que (como ela mesmo relata) "vimos um rapaz, já, dentro da viatura do Siate com uma vida inteira pela frente e sem sinais de vida. Quero manifestar alegria e gratidão à vida dela, que faz jus ao nome de anjo que recebeu e, que quando viu pulsos de esperança, pode me salvar! Doutora Ângela Bastos! Obrigado por sua oferta de vida, por ser instrumento de Deus para que eu tivesse essa 2ª chance e aproveitar essa vida inteira pela frente! Parabéns Samu por seus 10 anos de correria em Ponta Grossa!”, disse.
O assalto aconteceu em 13 janeiro de 2013, na Rua Pelicano, no Núcleo Santa Marta, em Ponta Grossa. Estudante de automação industrial na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Felipe foi baleado no pescoço e ficou paraplégico após o crime. Os bandidos tentaram roubar o dinheiro arrecadado pelo grupo de jovens da igreja de Felipe, que seria usado na Jornada Mundial da Juventude (JMJ). O caso envolvendo o jovem teve repercussão nacional. Uma adolescente, integrante do grupo de jovens de Felipe, foi quem planejou o assalto. Ela fazia parte do grupo, conhecia a vítima e tinha conhecimento de onde o dinheiro estava guardado. Na época, a garota era menor de idade e namorava um dos envolvidos.





















