Construtoras escolhem PG para novos investimentos

Devido ao seu desenvolvimento industrial, Ponta Grossa segue atraindo o interesse de diversas construtoras e incorporadoras, que recentemente lançaram novos empreendimentos residenciais no município, ou planejam apresentar novos loteamentos em breve. Há empresas, inclusive, de outros estados, que revelam o interesse em investir na cidade pela primeira vez, ou começar a entrar no mercado do Paraná pelo principal município da região dos Campos Gerais.
Um dos maiores empreendimentos planejados para o município é da Nabileque Incorporadora, sediada em Presidente Prudente, São Paulo. Em parceria com uma imobiliária, disponibiliza de 1,6 milhão de metros quadrados de área para lançar quatro loteamentos, totalizando 3,2 mil lotes. Os projetos estão em aprovação e o primeiro deles deverá ser lançado em 2017. Por motivos estratégicos, a empresa preferiu não revelar mais detalhes.
Outras duas construtoras com projetos para Ponta Grossa são a Cipasa (São Paulo) e a Victória Brasil (Jacarezinho). A primeira está com o projeto em andamento, enquanto que a segunda tem dois empreendimentos previstos para a cidade. Um desses empreendimentos da Victória Brasil já obteve a licença prévia do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), para a construção de um loteamento, emitida no início deste ano. As empresas também preferiram, por enquanto, não revelar mais detalhes por motivos estratégicos. Para todas elas será o primeiro projeto no município.
A Swell Construções e Incorporações, de Curitiba, estudava diversificar a área de atuação e construir habitações enquadradas no Minha Casa, Minha Vida. A posição foi revista, mas a empresa mantém o interesse de entrar no mercado ponta-grossense. “A empresa está aberta para o estabelecimento de parcerias com empresas locais interessadas em desenvolver projetos no segmento de alto padrão”, informa o diretor de empreendimentos da Swell, Leonardo Pissetti.
Outra incorporadora de Curitiba ingressou no mercado ponta-grossense. No início deste ano a ‘H2G2’ iniciou a comercialização de lotes do empreendimento ‘Morada Real’, que está sendo construído na região do Parque dos Pinheiros. Em uma área de aproximadamente 35 mil m² estão sendo comercializados 98 lotes a partir de 300 m². A previsão de entrega é para agosto deste ano.
Segundo Aline Coelho, gerente de lançamentos da Torre Blanca (imobiliária exclusiva do empreendimento), diz que o projeto está em andamento há dois anos. “Com o lançamento de novos empreendimentos naquela região, que está bastante desenvolvida, a incorporadora entrou na mesma onda, com o diferencial de que mais de 50% já está feito, com previsão de entrega para este ano”, diz.
Industrialização retarda perdas
Helmiro Bobeck, representante do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon) nos Campos Gerais, considera que Ponta Grossa é uma das últimas a sentir o impacto da retração no segmento da Construção. “Relevantes investimentos industriais vieram para cá, como a DAF e a Ambev, por exemplo, que puderam retardar a situação de retração econômica”, informa. Ele considera que hoje o setor de construção civil começa a apresentar retração, mas esses empreendimentos a serem lançados são projetos de alguns anos, tendo em vista o trâmite legal para a execução. Para ele, há mercado para todos, já que empresas desse porte não investem sem pesquisa de potencial de mercado. “Todo investimento é bom para ajudar a combater o déficit habitacional, que ainda é grande. Empresas vêm com bons projetos e melhoram a qualidade da habitação, trazendo qualidade de vida com áreas de lazer e mantendo preços mais acessíveis com a concorrência”, relata.
Construtora de PG ingressa no setor de investimento vertical
O mercado favorável cria espaço para investimento não só para empresas de fora, mas de Ponta Grossa também. A Construtora Baza, por exemplo, fundada há cinco anos na cidade pelo engenheiro civil Pablo Juliano Batista, atuava apenas na construção de residências, mas resolveu expandir e lançar dois edifícios no segundo semestre do ano passado. “Vimos grande possibilidade na cidade pela vinda de empresas, e a falta de imóveis nesse valor que a gente estipulou (entre R$ 300 e R$ 450 mil). São imóveis feitos a preço de custo, para investimento. Arrumamos investidores e funcionou muito bem”, declara. Um deles, localizado no Jardim Carvalho, possui 15 pavimentos, e já teve 50% dos 44 apartamentos comercializados, enquanto que o outro, com sete pavimentos, próximo ao Balarotti, têm quatro dos 17 apartamentos à venda.
Informações do Jornal da Manhã.





















