43º Fenata consagra ‘O Feio’ e ‘Lá na Lua’

Os espetáculos ‘O Feio’ (Ato Cia. Cênica, Porto Alegre/RS) e ‘Lá na Lua’ (Dionísios Teatro, Joinville/SC) foram os grandes vencedores da 43ª edição do Festival Nacional de Teatro (Fenata), promovido pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), de 7 a 14 de novembro. Os gaúchos conquistaram sete prêmios na categoria ‘Teatro adulto’; enquanto os catarinenses levaram cinco prêmios na categoria ‘Teatro para crianças’. Em oito dias, os 34 grupos selecionados (entre 507 inscritos) fizeram 134 apresentações em casas de espetáculos e espaços alternativos.
Destacado como melhor espetáculo da categoria ‘teatro adulto’, ‘O Feio’ conquistou também os prêmios de melhor direção, para Mirah Laline; sonoplastia, Mirah Laline e Manu Goulart; iluminação, Lucca Simas e Luciana Toudo; atores coadjuvantes, Paulo Roberto Farias e Marcelo Martins; e atriz coadjuvante, Danuta Zagueto. A peça é uma comédia do dramaturgo alemão Marius Von Mayenburg e se propõe a refletir sobre o culto à beleza e à autenticidade na sociedade de consumo.
Os jurados da categoria adulto (Toninho do Vale, Dinah Pereira e Gilberto Fonseca) ainda premiaram ‘Os Jecas’ (Cia da Palavra, São Paulo/SP), com o troféu de melhor figurino; Cristiano Dias e Ribamar, melhor cenografia em ‘Genet – Os anjos devem morrer’ (Os Ciclomáticos, Rio de Janeiro/RJ); Michele Gonçalves, melhor atriz, em ‘Dezembro’ (Isso não é um grupo, São Paulo/SP); e Eduardo Mossri, melhor ator, e José Eduardo Vendramini, melhor texto original, em Cartas Libanesas (grupo Eduardo Mossri/São Paulo/SP).
O prêmio especial do júri foi para o elenco do espetáculo ‘Genet – Os anjos devem morrer’, pelo conjunto da interpretação. O troféu de melhor espetáculo apontado pelo júri popular foi para ‘Os Jecas’ (Cia. da Palavra, São Paulo/SP).
Crianças
Na categoria ‘teatro para crianças’, o festival premiou ‘Lá na Lua’ com os troféus de melhor espetáculo; melhor texto original (autoria do próprio grupo); melhor sonoplastia (o grupo); melhor direção, para Silvestre Ferreira; e melhor ator, Eduardo Campos. Inspirando em lendas sobre a lua, com histórias e canções próprias e com uma pitada de brincadeira, a peça leva crianças e adultos a participarem de uma serenata para a Lua.
O troféu de melhor iluminação foi para César Germano, de ‘Os Contadores’ (Grupo Theatrum Mundi, Rio de Janeiro/RJ); melhor cenografia, para o grupo Inquieta Cia. de Teatros (Fortaleza/CE), pelo cenário de ‘Esconderijo de Gigantes’; e melhor figurino, para Valnice Vieira Bolla, e melhor atriz, Kaka Degaspari, por ‘Que bicho é esse?’ (grupo Pasárgada, São Paulo/SP).
Prêmios e menções
Mesmo não fazendo parte da mostra competitiva (teatro adulto e para crianças), a coordenação do festiva, junto com a comissão de debatedores (Juliana Callgaris, Rafael Camargo, Edson Bueno e Júlio Barquero), decidiu premiar os melhores espetáculos da mostra não competitiva. ‘A nau dos desterrados’ (Cia. de 2, São José dos Campos, SP), levou o prêmio de melhor espetáculo da mostra ‘espetáculo de rua’; ‘Iara – o encanto das águas (Cia. Lumiato, Brasília/DF), melhor ‘espetáculos de bonecos/animação’; ‘Árvores abatidas ou para Luiz Melo (Marcos Damaceno Cia. de Teatro, Curitiba, /PR), melhor peça da mostra ‘às dez em cena’; e ‘O velório’ (UATI/UEPG), melhor peça da mostra paralela.
Os debatedores ainda destacaram com ‘menção honrosa’ as peças ‘Amores e Dores no país das flores (grupo Residência, Ouro Preto/MG), na mostra ‘espetáculo de rua’; ‘Entre janelas’ (Tato Criação Cênica, Curitiba/PR), da mostra ‘espetáculo de bonecos/animação’; ‘Borderline’ (Grupo SEM – Cia. Teatral, Natal/RN), mostra ‘às dez em cena’; e Patativa em Ispinho e Fulô (Cia. Impacto em Cena, Palmeira/PR), peça apresentada na mostra paralela.
Equipe e apoiadores
No encerramento, o diretor do Assuntos Culturais da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais (Proex/DAC), Wilton Correia Paz, destacou o trabalho das equipes técnica e de apoio do festival, bem como dos acadêmicos voluntários, sem os quais não seria possível a realização do evento. O reitor Carlos Luciano Sant’Ana Vargas, também ressaltou a dedicação do pessoal da organização, dirigindo-se ainda aos patrocinadores e parceiros e, principalmente, ao público que prestigiou o festival do primeiro ao último dia. “Vocês são a razão de ser do festival e preservação como um patrimônio cultural de Ponta Grossa e região”.
O 43º Fenata (Pronac 152234) é uma iniciativa da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais (Proex), e realizado através da Fundação de Apoio à UEPG (FAUEPG). O festival conta como patrocinadora oficial a Empresa CCR RodoNorte, e como patrocinadores a Caixa Econômica Federal, o Moinho Cidade Bella, os Supermercados Tozetto, o Colégio Sepam, além das empresas Tratornew, Tratorcase e MagParaná, Beaulieu do Brasil e AP Winner, todos por meio da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, e realização do Ministério da Cultura.
O projeto é aprovado pelo Conselho Municipal de Políticas Culturais de Ponta Grossa oferecendo aos patrocinadores os benefícios da Lei Municipal de Incentivo a Cultura - Lei Bepe. São Parceiros do festival o SESC Paraná, o SICREDI, a Fundação Municipal de Cultura, o CECI - Centro de Estudos Cênicos Integrados, a Carbonar Soluções Criativas, o Deck Club an Lounge Bar e o Hotel Planalto. Apoiam o evento a Ponta Grossa Campos Gerais Convention & Visitors Bureau, Idéia Três, TV Educativa, TVM e os cursos de Turismo, Artes Visuais, Jornalismo e Turismo, Acadêmicos Voluntários de diversos outros Cursos Superiores da UEPG e outras Faculdades, o CAOE - Centro de Atenção e Orientação ao Estudante da UEPG, bem como o Projeto Cultura Plural. O processo de captação e parcerias se estende até 31 de dezembro de 2015, ficando as marcas não veiculadas no material desse ano, divulgadas na próxima edição do FENATA.
Comédia
Após a premiação, o grupo Cia. dos Palhaços (Curitiba/PR), encenou ‘Concerto em Ri Maior’, uma comédia musical que surgiu, em 2005, a partir de jogos de improvisação de palhaço com música. O maestro russo e palhaço Wilson Chevchenco e o seu amigo (e tradutor) Sarrafo arrancaram grandes gargalhadas do público. Chevchenco apresenta um concerto baseado em sua origem russa e conta com a ajuda de Sarrafo para executar as obras e ser compreendido pela plateia, que é transformada num grande coral. Versáteis, utilizam vários instrumentos como piano, violão, acordeom, gaita, castanholas e harmônica.
Informações da assessoria.





















