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Defesa acredita que Rafael Conrado não voltará à cadeia

TJ-PR diminuiu pena do caminhoneiro envolvido em acidente com cinco mortes. Acusação vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ)

Renato cumpriu um ano e oito meses em regime fechado
Renato cumpriu um ano e oito meses em regime fechado -

Afonso Verner

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TJ-PR diminuiu pena do caminhoneiro envolvido em acidente com cinco mortes. Acusação vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ)

O advogado Renato João Tauille Filho, responsável pela defesa do caminhoneiro Rafael Conrado, acredita que o cliente não voltará mais para a cadeia. Rafael foi condenado por homicídio doloso (quando há intenção de matar) em abril de 2019 a cumprir uma pena de 16 (dezesseis) anos de reclusão em regime fechado. No entanto, no último dia 31 os desembargadores do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) reformaram a pena 12 (doze) anos, 05 (cinco) meses e 10 (dez) dias de reclusão

A pena deveria ser cumprida inicialmente no regime fechado, no entanto Rafael foi preso dias após o acidente, registrado em 2014, e cumpriu um ano e oito meses em regime fechado. Por isso, Tauille defende que “muito dificilmente”, com a pena atual, o caminhoneiro volte ao regime fechado. “Ele já cumpriu praticamente um sexto da pena, além disso tinha bom comportamento e trabalhou no período que ficou preso”, explicou o advogado.

Segundo Tauille, o entendimento da defesa é de que Conrado foi mais uma vítima do acidente e não o causador das cinco mortes - um outro caminhão teria, após uma ‘fechada’, o veículo dirigido por Rafael para o outro lado da pista. O advogado defende ainda que o caminhoneiro não teria ingerido bebida alcoólica. “Ele se sentiu mal após o acidente e uma pessoa que estava lá, que testemunhou tudo, o levou até o hospital. Só lá foi feito o bafômetro, na terceira tentativa é que apontou para ingestão de álcool”, contou Renato. 

"Vitória da Defesa"

Na visão do advogado, pela pena que tem hoje Conrado dificilmente voltará ao regime fechado. “Ele segue morando em Ponta Grossa e trabalha, era réu primário até então”, destacou Renato. Para o advogado, a defesa conquistou uma vitória no TJ-PR ao viabilizar uma redução de pena. “Queríamos reduzir a pena, defendemos a inocência do Rafael, e em parte provamos isso”, ressalta.  

Tanto defesa como acusação já informaram que vão recorrer ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) para pedir a ampliação de pena e defender a inocência de Conrado, respectivamente. 

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