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Médicos deixam Evangélico por irregularidades

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Uma série de denúncias foi feita por médicos que atuavam no Hospital Evangélico de Ponta Grossa na tarde de ontem (20). Fábia Lopes e Adilberto Souza Raymundo são os médicos que denunciaram irregularidades do hospital e até o fechamento desta edição, dos sete médicos que atuavam no atendimento do Hospital Evangélico, três haviam abdicado do cargo por falta de estrutura do local e demais irregularidades.

O médico Adilberto Souza Raymundo lamenta a situação. “Gostaríamos que a administração do hospital tivesse consciência da situação. Precisamos ajudar a comunidade. Há funcionários que atendem os pacientes como se fossem técnicos habilitados em Enfermagem, todavia, são estudantes sem formação adequada. Exercem ilegalmente a profissão e os médicos se apavoraram com a situação e resolveram deixar o cargo”, revela.

Já Fábia Lopes revela que o local não possui estrutura suficiente para atender a grande demanda de pessoas que necessitam do serviço hospitalar. “De 200 consultas que temos por dia, 150 poderiam ser resolvidas nas Unidades Básicas de Saúde, mas são levadas até nós. As 50 restantes são trabalhos relacionados a parto. Desse número, cerca de 25 são casos de parto. Um médico não tem como trabalhar com um número tão elevado assim. Excede a nossa capacidade e por uma falta de segurança própria resolvemos deixar o cargo”, exclama.

Outra questão levantada pela médica é o erro de elaboração dos protocolos de neonatal feitos pela prefeitura e a falta de infraestrutura do ‘Evangélico’ em atender esses pacientes. “O protocolo feito pela prefeitura em relação ao neonatal das gestantes é elaborado de forma errada. Os casos de considerados de risco chegam até nós e não temos uma infraestrutura adequada para atender essas pessoas. A ‘bomba’ estoura na nossa mão e ficamos reféns dessa situação. Não há sequer ambulâncias para transferirmos as gestantes de caso de risco para outras unidades”, desabafa.

A administração do Hospital Evangélico de Ponta Grossa foi contatada para contrapor as denúncias feitas pelos médicos, mas não se encontravam no local. Até o fechamento da edição, a direção do hospital não havia retornado a ligação para esclarecer as informações.

Relembre caso de morte no hospital

No mês passado Cristofer Eduardo Pereira da Silva nasceu no Hospital Evangélico de Ponta Grossa e faleceu, com um dia de vida, após complicações no quadro clínico. Segundo Edenilson da Cunha Silva Donato, o pai da criança, profissionais do Hospital Evangélico negligenciaram no atendimento da mãe e da criança. “O Cristofer nasceu em uma cama, porque eles não tinham sala de parto. Foi tudo improvisado, até a incubadora”, disse Edenilson. Ainda segundo o pai da criança, foi solicitada uma ambulância para encaminhar o bebê até o Hospital Regional – que não chegou a tempo. Todo o atendimento à família foi realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Após o parto, a criança foi encaminhada para o Hospital Regional de Ponta Grossa, mas nada mais pôde ser feito para manter a vida do bebê.

Irregularidade

As informações do exercício ilegal da profissão foram confirmadas pelo Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (Coren/PR) após uma vistoria neste último domingo (19) feita no próprio Hospital Evangélico de Ponta Grossa. “A administração do ‘Evangélico’ obrigava a enfermeira responsável a assinar as escalas dos estagiários [sem formação adequada] para atuarem como técnicos ou responsáveis pelo setor de enfermagem”, denuncia Raymundo.

Informações do Jornal da Manhã.

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