Após um ano, 'Caso Rodrigo' segue sem definição na Justiça
A morte do empresário Rodrigo Carneiro completou um ano durante esta semana e o caso segue sem definição na Justiça. Rodrigo era sócio de uma loja de roupas e acessórios de skate em Ponta Grossa e faleceu no dia 24 de março do ano passado, durante uma confusão no cruzamento da Avenida Balduíno Taques com a Rua Saldanha Marinho.
A Polícia Civil, logo após o acontecimento, identificou os suspeitos no caso. Tratam-se de Rafael Zito Silva, Eder Fabiano Maior e Dario de Almeida Junior, que foram flagrados participando da agressão ao empresário pelas câmeras de segurança da Guarda Municipal de Ponta Grossa.
Os três envolvidos foram denunciados pelo Ministério Público e respondem em liberdade pelo crime de homicídio qualificado. A audiência do ‘Caso Rodrigo’, que comoveu toda a cidade de Ponta Grossa, começou no dia 22 de fevereiro deste ano.
A família de Rodrigo Carneiro pede que o caso vá à Júri Popular. Os advogados que defendem os interesses dos familiares, Fernando Madureira e Ângelo Pilatti Junior, acreditam em uma decisão favorável da Justiça, visto que o crime foi flagrado por imagens de segurança e é visível a participação dos responsáveis.
Advogado pede absolvição de dois dos envolvidos
César Gasparetto, advogado dos réus Rafael Zito Silva e Eder Fabiano Maior, entrou com um pedido de absolvição primária dos rapazes. Para Gasparetto, “as imagens de segurança mostram que os dois nada tem a ver com a morte de Rodrigo, já que não desferiram o golpe que derrubou a vítima”. Caso o pedido seja acatado, os dois serão julgados pelo crime de lesão corporal – e não por homicídio. A decisão de retirar ou não Rafael e Eder do caso deve sair nos próximos 20 dias.
Defesa acredita em lesão corporal
A defesa dos acusados, no entanto, aposta em um laudo do Instituto Médico Legal (IML) para inocentar os envolvidos no crime de homicídio. O advogado Willyan Laranjeira acredita que o caso tenha que ser tratado como uma tragédia e não como um assassinato.
Laranjeira representa Dario de Almeida e argumenta que o que houve foi sim uma lesão corporal seguida de morte, e não um homicídio. “O que as imagens mostram é uma briga. Assim que o Rodrigo cai no chão, todos se afastam dele. Não há intenção de matá-lo”, conta o advogado. Além disso, de acordo com Laranjeira, um laudo do IML mostra que Rodrigo faleceu pelo socorro indevido – e não através da lesão causada pelos envolvidos.
Família pede justiça
Os familiares de Rodrigo Carneiro continuam indignados com a situação e creem que Rodrigo foi assassinado. Fernando Madureira, advogado que defende os interesses da família, afirma que somente o laudo do IML não pode definir se o caso deve ser tratado como homicídio ou não – e sim o caso como um todo. “Os vídeos mostram a agressão claramente. Os acusados derrubam Rodrigo com intenção, culminando na morte do rapaz”, destaca.
Madureira considera ‘fantasiosa’ a versão apresentada pela defesa dos réus, garantindo que o laudo não inocenta os acusados. Ele ainda apresenta o documento, que consta ‘contusão com hematoma na região frontal esquerda com ferida de pele horizontal de mais ou menos 5cm; contusão com hematoma na região occipito-cervical à direita com aumento de volume até a base da orelha direita e no terço médio posterior da coluna cervical; flacidez articular na coluna cervical superior com hiperextensão da flexão da coluna cervical; mobilidade anormal e crepitação da coluna cervical alta’. A conclusão do laudo é que a morte de Rodrigo foi produzida por fratura de coluna cervical alta.
Justiça aguarda testemunhas para ‘finalizar’ sentença
O ‘Caso Rodrigo’ está sendo julgado na 2ª Vara Criminal de Ponta Grossa. Nos próximos dias a Justiça ouvirá as últimas testemunhas a respeito do crime e, enfim, decidirá se o caso irá para Júri Popular ou se a sentença será dada pela própria Vara Criminal. A decisão final, no entanto, ainda não tem data para acontecer.





















