Barbiero analisa mandato e admite possível presença no novo Governo | aRede
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Barbiero analisa mandato e admite possível presença no novo Governo

Secretário de Esporte e Turismo avalia ações durante os seis meses na pasta e fala sobre possibilidade de integrar Governo de Ratinho Jr.

Barbiero faz avaliação das atividades da pasta
Barbiero faz avaliação das atividades da pasta -

João Vitor Rezende

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Secretário de Esporte e Turismo avalia ações durante os seis meses na pasta e fala sobre possibilidade de integrar Governo de Ratinho Jr.

Em maio deste ano, João Barbiero assumiu a secretaria de Esporte e Turismo do Paraná, após ficar quatro anos fora da vida pública. “Jamais imaginava que seria secretário de estado. Não tinha noção do que era isso mas vi que eu podia fazer”, relembrou. Em entrevista ao Portal aRede e o JM, Barbiero analisou os seis meses e meio de mandato destacando as concessões de parques a iniciativa privada no turismo e a atuação no esporte com foco na região como as ‘joias da coroa’, prioridades de ação no período.

A licitação da Ermida já foi aprovada mas ainda depende de publicação no Diário Oficial. Qual a importância dessa obra e o quanto a Diocese colaborou neste processo?

No dia da minha posse, o bispo estava lá e cobrou a governadora que colocou este caso sob a minha alçada. Conversamos com IAP e Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e logo veio um problema: para fazer uma reforma como uma da Ermida, de restauração, teríamos que contratar uma empresa especializada para fazermos o projeto e isso iria demorar muito tempo. Marcamos uma reunião com o Dom Sergio e achamos o projeto, já amarelado, desgastado pelo tempo, e isso adiantou o processo em no mínimo seis meses. Com o projeto básico, conseguimos avançar e o trabalho foi feito. O projeto está pronto e o recurso já está destinado. A única modificação é um novo banheiro e o restante do espaço será todo mantido. A publicação do edital, por opção do grupo de transição, vai acontecer no próximo governo para montarem também a Comissão de Licitação. Com ‘pessimismo’, no mês de maio deveremos estar lá para fazer uma festa de inauguração da nova capela.

Outro ponto importante do turismo no estado é a questão das concessões de alguns parques para a iniciativa privada. Como está o andamento dessa proposta?

De todos os pontos que queríamos trabalhar entre as ‘joias da coroa’, é a concessão dos parques. Todas as outras iniciativas mudaram conceitos, mas essa ação muda a vida do estado do Paraná na perspectiva de geração de empregos através do turismo pra sempre. Eu como turista, conheço a realidade das Cataratas em Foz do Iguaçu antes e depois da concessão. Essa era meu norte para ter a certeza e a convicção que a concessão seria fundamental para a nova realidade do turismo. Quando eu levantei esse assunto em Ponta Grossa, houve argumentos de que “a Fundação da UEPG pode cuidar”, mas isso não existe. O turismo é negócio, é dinheiro. A preservação do meio ambiente deve ser mantida pelo Estado, que também deve facilitar o acesso dos turistas, fiscalizar o contrato, mas o turismo tem que ser feito pela iniciativa privada.

Tivemos diversas reuniões e trouxemos até o pessoal das Cataratas para dar uma palestra aqui em Ponta Grossa e mostrando o antes e depois. Duvidavam que eu iria conseguir fazer esse projeto ser apresentado na Assembleia Legislativa (Alep) pela questão do tempo, mas me dediquei e garanto que todos os dias desses seis meses, este tema fez parte da minha vida.

A concessão não é só aqui nesses três parques, são em 16, incluindo a Ilha do Mel. O projeto está pronto, os estudos foram feitos, criamos um Comitê Gestor das concessões, com pessoas de dentro do Governo que conhecem a área. O projeto já foi pra Assembleia, que também já está preparada para debater esse tema. Conversei com o governador Ratinho Jr., com Hussein Bakri (líder do novo Governo), conversei com a Cida Borghetti, com o novo vice Darci Piana, que é muito empenhado nessa área, e todos têm esse entendimento. Logo no retorno da Alep será votada a lei autorizativa. O cronograma está projetado para licitar no mês de março o Parque de Vila Velha, Canyon Guartelá e Parque do Monge, pois o estudo financeiro indica que a empresa vencedora também deve pegar parques menores para ser algo positivo também para o Estado. O Procedimento de Manifestação de Interesse foi acolhido por duas grandes empresas: uma é a Cataratas, que administra o Parque de Foz do Iguaçu, Fernando de Noronha, Cristo Redentor e AquaRio; e o outro é um consórcio do Rio de Janeiro que tem atuação mundial. A partir de 2019 nós teremos uma nova realidade no turismo do Paraná. A dificuldade que temos hoje em conseguir um voo da Azul de Foz de Iguaçu para trazer o turista em Ponta Grossa vai ser resolvida num ‘estalar de dedos’. Essas empresas vão querer trazer o turista para movimentar o Parque e ter rendimento. Nós vamos fazer a nossa Taça de Vila Velha ir pro mundo como ela merece.

Falando do esporte, uma das suas primeiras ações na nossa cidade foi a ampliação dos recursos de patrocínio da Copel ao Caramuru Vôlei. Como foi essa negociação? Na sua opinião, não é equivocado preferir uma região a outra? Como isso foi dosado?

O que eu fiz, no caso do vôlei, foi buscar a igualdade. Algumas regiões recebiam R$ 700 mil, times de Curitiba recebiam R$ 1 milhão e Ponta Grossa recebia R$ 300 mil. Fui na Copel Telecom para argumentar e pude criar uma amizade com o presidente Jonel Iurk, que é ponta-grossense, e o alertei sobre isso. Esse argumento nos fez partir de R$ 300 mil de patrocínio ao Caramuru para R$ 600 mil. Eu atendi o estado inteiro, mas disse a Governadora na minha posse que teria ações mais voltadas à nossa região. O tempo era curto e eu precisava mostrar uma resposta. Tiveram coisas que atendi um pouco mais a nossa região. É importante ter essa representação. No Handebol, estamos trabalhando para formar núcleos nos Campos Gerais através da Lei de Incentivo Estadual, que não existia no Paraná. O basquete e o futsal de Ponta Grossa foram atendidos. O futsal de Foz me ajudou e foi atendido, mas o de Pato Branco não me procurou. As demandas que vinham, fomos tentando dar a resposta.

Nesses últimos dias no Governo, ainda existem questões pendentes?

Ainda estou trabalhando com o IAP sobre uma questão no Rio Tibagi. O deputado federal João Arruda (MDB) conseguiu uma emenda de quase R$ 1 milhão para uma pista de canoagem no rio. O prefeito Rildo Leonardi (MDB) me ligou e me falou que essa liberação do IAP estava demorando, então estamos trabalhando para esse parecer sair. Temos também algumas inaugurações, entregas de materiais esportivos no estado. Tivemos uma caravana em todo o estado e atendi 189 prefeitos para ouvir as demandas. A maior dificuldade dos municípios no Paraná na área é o transporte. Os municípios pequenos têm apenas transporte escolar e para a saúde, e quando tem uma equipe para representar a cidade muitas vezes não podem ir. Outra demanda é a reforma dos espaços e ginásios que existem. Tem cidade pequena, e Ponta Grossa também, que tem quadras abandonadas ou em mau estado.

Você vai ter alguma participação no próximo Governo? Existe alguma possibilidade de você estar no Executivo com Ratinho Jr.?

Ainda não sei, é uma questão bastante política. Existem algumas conversas, mas eu pertenço a um partido político, o PP, e temos conversado. O Governo do Ratinho tem algumas medidas para aprovar em janeiro e vai ter que conversar com os partidos para ter uma boa relação. Gostaria de continuar o trabalho e gostaria muito que os programas continuem. De uma forma ou de outra, nós atendemos 100% dos municípios do Paraná. Ainda não sei o que vai acontecer. Como não imaginava que seria secretário de Estado, o que precisava ser feito eu fiz, mostrei competência, vontade e vocação política. Nesse momento vamos cuidar também da política na nossa cidade e ver o que vai acontecer.

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