Sanches Neto quer fortalecer ensino e levar UEPG à comunidade | aRede
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Sanches Neto quer fortalecer ensino e levar UEPG à comunidade

Novo reitor da instituição faz balanço de quatro meses de gestão elenca conquistas na instituição e projeta atividades administrativas para o ano de 2019.

Reitor destaca ações dos primeiros quatro meses de gestão.
Reitor destaca ações dos primeiros quatro meses de gestão. -

Rodrigo de Souza

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Novo reitor da instituição faz balanço de quatro meses de gestão elenca conquistas na instituição e projeta atividades administrativas para o ano de 2019.

Aeleição de 2018 da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) colocou o professor e escritor Miguel Sanches Neto à frente da instituição nos próximos quatro anos. Com pouco mais de 100 dias de mandato, o novo reitor tem como foco do trabalho a aproximação da UEPG com a comunidade, além do reforço do ensino público.

Os quase quatro meses de gestão garantiram, inclusive, a abertura de mais um curso na instituição. A administração planeja, a partir de 2019, ofertar vagas de Nutrição no vestibular, com foto em aprendizados e pesquisas voltadas à Saúde pública.

Outra conquista importante foi o módulo da Polícia Militar dentro do campus de Uvaranas, anunciado pela governadora e confirmado pela atual reitoria. A novidade resulta no avanço de um problema da UEPG e também do bairro: a segurança dos frequentadores.

Jornal da Manhã: Qual balanço de trabalho o reitor faz destes quase 4 meses à frente da UEPG?

Miguel Sanches Neto: São pouco mais de 100 dias de muito trabalho em equipe na administração da Reitoria de uma das mais importantes instituições de ensino público do Paraná e do Brasil. Eu e o professor Everson Krum, vice-reitor, junto com a equipe assumimos a administração da Universidade com o compromisso de modernizar a estrutura da UEPG e também aproximar a comunidade da instituição. A UEPG é de todos e temos buscado fortalecer esse sentimento! Neste curto período, procuramos solucionar questões imediatas e que têm impacto significativo na vida dos nossos estudantes, agentes universitários e professores. Além disso, já começamos a dar novos passos para demandas futuras e de maior impacto que também buscam fortalecer o ensino público de qualidade oferecido pela UEPG. Destaco aqui também as medidas adotadas para buscar dar mais segurança a quem frequenta os campi da UEPG diante dos problemas históricos enfrentados pela instituição, esse também é um compromisso firmado pela nossa administração.

JM: Como a instituição, totalmente reformulada em relação ao quadro de servidores, se adequou ao orçamento deixado pela gestão passada? O que esperar do trabalho nos próximos anos com um orçamento montado pela atual Reitoria?

Miguel: Desde que assumimos a Reitoria, passamos a buscar junto às autoridades competentes um reforço do quadro de servidores da UEPG - quem faz a Universidade Estadual de Ponta Grossa ser o que é são seus servidores, colaboradores, professores e alunos. Recentemente visitamos o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Décio Sperandio, para solicitar a liberação de 3,8 mil horas/aulas que são fundamentais para o bom funcionamento da Universidade pública no próximo ano. Além da contratação de professores colaboradores, também há uma demanda pela nomeação de docentes e de agentes universitários, já aprovados em concurso público e que são fundamentais para as atividades da UEPG. Seguiremos buscando essas e outras demandas junto dos responsáveis no Governo do Estado.

JM: A UEPG tomou uma postura de aproximação entre a atual administração e a comunidade. Como deve ser este trabalho ao longo de 2019?

Miguel: Essa aproximação é uma das bandeiras centrais da nossa administração. A UEPG é uma das principais instituições de ensino do Paraná e do Brasil, além de já ter ganho destaque em uma série de rankings internacionais. Mas para além deste reconhecimento, a Universidade também deve oferecer um retorno à comunidade que a cerca. Assumimos a Reitoria com o intuito de aproximar a UEPG, e tudo que ela tem para oferecer, da comunidade de Ponta Grossa e dos Campos Gerais. Iniciamos o projeto Campus Parque, que busca fazer do Campus de Uvaranas um parque aberto à comunidade em uma região com poucas opções de lazer. Além disso, queremos avançar no projeto UEPG nos bairros que buscará levar serviços e conhecimento produzido dentro na Universidade para diferentes regiões da cidade. Esse é o papel da Universidade pública!

JM: O reitor se envolveu em uma polêmica com alguns membros da sociedade ponta-grossense em relação ao discurso no Fenata. Essa questão refletiu de alguma forma na relação com os servidores da UEPG e também com as ações da reitoria?

Miguel: Não há polêmica, defendo o ambiente democrático e da Universidade pública, em sua essência plural. O posicionamento contrário ou não à minha manifestação faz parte do jogo democrático. Não há qualquer reflexo na relação que temos com os servidores que são, em última instância, as pessoas que fazem a Universidade funcionar. A divergência de ideias é fundamental no ambiente democrático em que a Universidade está inserida e seguiremos defendendo o papel do ensino público nesse cenário de mundo.

JM: A UEPG deve ter um papel muito importante no desenvolvimento de estratégias para a Escarpa Devoniana. A administração já trabalha em cima desta questão?

Miguel: O desenvolvimento da região dos Campos Gerais, como um todo, nos interessa. Além de um desenvolvimento sustentável, também queremos participar e discutir a preservação dos aspectos naturais que são a riqueza da nossa região e isso inclui a área de preservação ambiental (APA) da Escarpa Devoniana. Alguns docentes da UEPG, como o professor Carlos Hugo Rocha do Laboratório de Mecanização Agrícola, estão participando ativamente deste debate tão importante. Acredito que agora a Universidade deve contribuir para um modelo de desenvolvimento sustentável da região, seja através do ecoturismo ou de outra atividade econômica que mantenha o meio ambiente preservado.

JM: O que esperar da administração da UEPG em relação ao desenvolvimento do município para o próximo ano? A universidade pensa em estratégias de curto prazo para a cidade?

Miguel: A UEPG deve ter protagonismo na resolução de problemas vividos em Ponta Grossa e nos Campos Gerais - algo que sempre aconteceu e deve ser ressaltado. Uma das ações já adotadas pela atual Reitoria é a de transformar o Campus de Uvaranas em um parque e isso busca minimizar o problema crônico da falta de espaços de lazer em Ponta Grossa. Mas além disso, deveremos manter parcerias fortes com a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa para um trabalho em conjunto em prol dos cidadãos. Cito ainda a parceria firmada com o Instituto Mundo Melhor (IMM) que vai fortalecer o oferecimento de cursos de qualificação profissional à comunidade e a ampliação do HU-UEPG que, com uma nova ala, deve ampliar a capacidade de atendimento. Nossa ideia é conseguir unir o conhecimento produzido dentro da UEPG e a necessidade dos moradores da cidade. Isso enriquecerá a formação dos nossos alunos e alunas, ao mesmo tempo que fortalece o tripé do ensino, pesquisa e extensão, intensificando também a busca por soluções de problemas diários vivenciados pelos cidadãos.

JM: Como deve ser a relação da instituição com os novos governos federal e estadual?

Miguel: A nossa relação será sempre baseada em parcerias que buscarão o avanço e o fortalecimento da UEPG. Independentemente dos posicionamentos políticos e ideológicos dos representantes, o que queremos é um pacto político-institucional para fortalecer a Universidade Estadual de Ponta Grossa e, com isso, fortalecer também os serviços que a UEPG pode oferecer à comunidade. Um dos exemplos disso é o Hospital Universitário que, desde que passou a ser administrado pela UEPG em 2013, se tornou referência no ensino, na pesquisa e na extensão de cursos na área da Saúde, além de se credenciar como um dos principais estabelecimentos de atendimento médico de média e alta complexidade da região dos Campos Gerais e do Paraná.

JM: A UEPG planeja a abertura de novos cursos para 2019? Como deve ser o trabalho neste sentido?

Miguel: Em um trabalho conjunto com lideranças da comunidade universitária e também do campo político, conseguimos viabilizar a autorização para o início do Curso de Nutrição. A nossa expectativa é oferecer vagas para este novo curso já no Vestibular de 2019 para início no ano seguinte. Uma comissão de instalação do Curso já está formada e buscará realizar todas as ações necessárias para garantir o início das atividades. Importante salientar que o Curso de Nutrição da UEPG não será focado nos aspectos estéticos, mas sim em um entendimento de saúde pública e também de saúde preventiva. Além disso, os alunos do Curso serão importantíssimos no funcionamento e na ampliação das atividades do HU-UEPG, por exemplo.

JM: De que forma a atuação da Polícia Militar dentro do campus deve interferir nas ações da instituição em relação à segurança?

Miguel: A atuação da PM não vai interferir internamente na rotina do Campus. Além da instalação desta base da Polícia nas proximidades, estamos viabilizando outras melhorias na segurança interna da Universidade, como a compra de novas motocicletas para nossos seguranças e ainda o avanço na Rota Segura, projeto este que é muito importante para a comunidade interna e externa, e busca garantir melhores condições de segurança nos trajetos feitos dentro do Campus de Uvaranas. A falta de segurança no interior do Campus de Uvaranas e também do Campus Central era um problema evidente. Neste curto período em que assumimos a gestão da Reitoria, buscamos efetivar medidas para garantir mais segurança aos nossos estudantes, professores e colaboradores. A instalação de uma base no interior do Campus de Uvaranas é uma ação que visa também garantir a segurança da comunidade que está no entorno da UEPG, além dos próprios alunos e colaboradores.

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