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Onda de calor mais que duplica venda de ventiladores

Lojas já reforçam o pedido de produtos adicionais para os fabricantes, que contrataram mais pessoas para dar conta da alta demanda

Centro de Distribuição da Lojas MM registra grande saída de ventiladores
Centro de Distribuição da Lojas MM registra grande saída de ventiladores -

Fernando Rogala

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Lojas já reforçam o pedido de produtos adicionais para os fabricantes, que contrataram mais pessoas para dar conta da alta demanda

Nas últimas duas semanas, uma onda de calor atípica está afetando parte do Brasil. Em plena véspera do Verão, os termômetros em Ponta Grossa, por vários dias seguidos, passaram dos 30°C. Em Antonina, no litoral paranaense, por diversos dias a temperatura superou os 40°C, com uma sensação térmica que chegou na casa dos 80°C na segunda-feira (17). Se o clima esquenta, a população busca meios alternativos para minimizar o ‘calorão’, impactando diretamente na venda de ventiladores, climatizadores e ar-condicionado.

Na Lojas MM, por exemplo, a venda de ventiladores mais do que duplicou nas últimas semanas. A demanda é tanta que os estoques previstos para durarem todo o verão já estão esgotando ainda na primavera. “Como ainda nem começou o verão, estamos preocupados e já fizemos pedidos adicionais. Mas produtos sazonais são assim mesmo: ou se erra para mais ou para menos”, afirma Celso Ricardo Szesz, gerente de compras da empresa. “Estamos acima da meta estabelecida para o verão todo, que seria até fevereiro ou, em alguns anos, até março”, completa.

Apenas para ilustrar o potencial de vendas, ele explica que nas últimas três semanas, as quase 200 lojas venderam 44 mil ventiladores, enquanto que no mesmo período em 2017 esse número era de 21 mil. “O ventilador, como é um produto de menor valor agregado, mais acessível, o cliente compra dois, compra três. Mais com o fim do ano, que as pessoas vão para o litoral, muitos estão repondo os aparelhos estragados”, informa. Os que mais saem são os mais baratos, que custam entre R$ 70 e R$ 120, com 30 ou 40 centímetros.

As regiões que registram maior volume de vendas são o litoral e o norte do Paraná. Mas Curitiba e Região Metropolitana também estão com grande mercado. “Curitiba também surpreende porque os caminhões estão indo com excesso de produtos de ventilação. O que chega, vende e já precisa repor. Em Antonina também não está sendo o suficiente: o que é reposto, sai no dia ou no dia seguinte”, completa.

Da mesma forma que as lojas estão vendendo bastante, os fornecedores estão ampliando a produção. Um dos fornecedores, explica Szesz, contratou mais funcionários. “Eles aumentaram em mais de 30% a mão de obra para atender essa procura adicional no final do ano. Tudo o que foi produzido deve atender dezembro, e o que está sendo produzido agora é o adicional que deve ser vendido em janeiro e fevereiro”, conclui. 

Venda também é grande de climatizadores e aparelhos de ar-condicionado

Outros produtos relacionados ao controle de temperatura nos ambientes estão com alta procura. Os climatizadores, por exemplo, estão com uma alta de 90% nas vendas, enquanto os aparelhos de ar-condicionado estão com um acréscimo de 40% na comercialização. “Como o aparelho tem um custo agregado maior, e demanda de um custo de instalação, o crescimento não foi tão grande, mas ainda assim, é bastante expressivo”, diz. Contudo, como as peças de produção de ar-condicionado vêm importadas, a reposição dos fornecedores no mercado está mais complicada.

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