Vereadores acusam Pastor Ezequiel de traição | aRede
PUBLICIDADE

Vereadores acusam Pastor Ezequiel de traição

Imagem ilustrativa da imagem Vereadores acusam Pastor Ezequiel de traição
-

Gabriel Sartini

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

A primeira sessão extraordinária do recesso parlamentar foi marcada por troca de acusações, clima tenso e o esfacelamento da bancada evangélica. Ainda de ressaca das eleições da Mesa Executiva, os vereadores que concorreram pela chapa de Márcio Schirlo (PSB) acusaram publicamente o líder do bloco cristão, Pastor Ezequiel Bueno (PRB), de traição.

Além das acusações, dois nomes fortes do grupo abandonaram a bancada evangélica. Vereador Romualdo Camargo (PSDC) e Professor Careca (SD) disseram não confiar mais no líder do bloco, devido o rompimento do acordo nas eleições da Presidência do Legislativo. Careca chegou a chamar o pastor de ‘falso profeta’. Aliado a Schirlo, o voto de Ezequiel foi decisivo para a vitória do adversário Sebastião Mainardes (DEM) ainda no primeiro turno.

Principal articulador da chapa, Cenoura foi o primeiro a subir à tribuna na manhã de ontem para denunciar a suposta traição de Ezequiel. “Nós tivemos muitas articulações, compromissos, mas infelizmente cada eleição tem que ter um Judas”, disse. “Esse Judas é o vereador Ezequiel, que é um traidor, mentiroso, um falso profeta”, completou.

Conforme antecipado pela reportagem do Jornal da Manhã, o grupo havia delegado a tarefa de levar a disputa ao segundo turno a Ezequiel, que votaria em George de Oliveira (PMN) como um sinal de que, no segundo turno, todos descarregariam os votos em Alysson Zampieri (PPS), incluindo o próprio George. A estratégia era uma forma de reverter a desvantagem diante da chapa de Mainardes, que contava com 12 votos contra dez de Schirlo.

No entanto, na madrugada de terça-feira, os aliados a Schirlo e Cenoura chegaram a ir até a casa do pastor para preservá-lo de uma eventual cooptação pelo bloco adversário. Entretanto, a residência permaneceu trancada e o parlamentar não atendeu às ligações. Ás 9 horas de terça, Ezequiel chegou à Câmara e contou ter passado a noite ‘orando no monte’, onde Jesus Cristo lhe dissera que ele seria o novo presidente. O pastor acabou votando em si mesmo e derrubando o plano dos aliados.

“Você disse que subiu ao monte e falou com Deus, e Deus falou que você seria eleito. Será que deus enganou o vereador Ezequiel? Que Deus é esse? Acho que não é o nosso Deus”, afirmou Cenoura. O vereador disse, ainda, não ter coragem de chamar Ezequiel de pastor novamente.

Além de Cenoura e Careca, o próprio Schirlo e Aliel Machado (PCdoB) subiram à tribuna e colocaram em xeque a credibilidade do pastor. George também criticou a postura de Ezequiel.

Ezequiel nega traição nas eleições

Após ouvir as acusações em silêncio, Pastor Ezequiel Bueno (PRB) confirmou a história da véspera da eleição. “1h40 tinha um monte de gente na minha casa. Minha mulher ficou apavorada. Acharam que eu estava escondido dentro de casa, e eu estava orando no monte”, disse. O vereador afirmou que votou em si mesmo porque jamais votaria em George de Oliveira (PMN) para a Presidência e deu a entender que também não votaria em Alysson Zampieri (PPS) por questões pessoais. “A alternativa era essa, Deus falou comigo que eu seria presidente. Se todos votassem em mim e nós perdêssemos, aí poderiam me chamar de falso profeta”, se defendeu. Ao rebater o comentário de George, de que o pastor havia passado a madrugada no ‘monte do Oliveira’, Ezequiel negou ter mantido qualquer contato com o prefeito Marcelo Rangel (PPS). “Faz mais de um mês que eu não falo com o prefeito”, disse.

Informações do Jornal da Manhã.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right